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Saúde

Infarmed suspende medicamento que pode aumentar o risco de cancro de pele

O alerta é também da Agência Europeia do Medicamento, “como medida preventiva de proteção da saúde pública”.
Cuidado. Muito cuidado.

Atenção: se tem em casa o medicamento Picato, deve parar de utilizá-lo imediatamente. O Infarmed e a Agência Europeia do Medicamento (EMA na sigla inglesa) recomendaram na sexta-feira, 17 de janeiro, a suspensão do fármaco.

Trata-se de uma medida preventiva de proteção da saúde pública, enquanto decorre a revisão do risco de cancro de pele. É que, segundo a nota publicada no site do Infarmed, o Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da EMA está atualmente a rever os dados sobre a doença em pacientes que usam Picato, tendo verificado uma maior ocorrência de cancro de pele em doentes em tratamento com este medicamento comparativamente a outro medicamento para queratose actínica.

“Assim, e enquanto decorre a revisão de segurança deste medicamento, o PRAC recomendou a suspensão da autorização de introdução no mercado (AIM) como medida de precaução, tendo em conta que existem tratamentos alternativos”, pode ler-se no site do Infarmed.

Este medicamento — um gel cujo princípio ativo é o mebutato de ingenol — está indicado para o tratamento cutâneo de queratose actínica não-hiperqueratósica e não-hipertrófica em adultos.

O medicamento em causa.

Tendo em conta estes dados, embora não seja oficial, a EMA e o Infarmed afirmam que os profissionais de saúde devem “parar de prescrever Picato e considerar diferentes opções de tratamento”. Devem, também, “aconselhar os doentes a estarem atentos ao desenvolvimento de lesões na pele e procurar assistência médica imediatamente após a deteção”.

A mesma nota pede aos doentes que deixem de usar o medicamento para o tratamento da queratose actínica e falem com o médico assistente para identificar um tratamento alternativo.

“Caso verifiquem a existência de alterações ou crescimentos invulgares na pele, devem procurar assistência médica imediatamente”, acrescentam o Infarmed e a Agência Europeia do Medicamento, que vão continuar a acompanhar as análises ao medicamento.