Ginásios e outdoor

Youtuber portuguesa mostra como os ângulos das fotografias mudam o corpo

A publicação de Alice Trewinnard, que é seguida por mais de 200 mil pessoas, tem mais de 25 mil gostos.
É uma inspiração para muita gente.

O Instagram é visto como a rede social que mais cria a ilusão de vida perfeita. São partilhadas fotografias em destino incríveis, restaurantes com pratos apetecíveis e closets que parecem transportados de um filme. As transformações corporais, que muitas vezes mostram silhuetas esculturais, estão entre as publicações mais populares — mas há quem prefira chamar a atenção para a realidade, como é o caso de Alice Trewinnard.

Em janeiro de 2019, esta youtuber portuguesa partilhou o seu antes de depois, salientando que não foram precisas dietas malucas e sumos detox para atingir os objetivos. Na altura gerou-se uma enorme onda de motivação.

“Comparei as duas e notei diferenças. Estava mais delgada, as pernas mais fininhas e, acima de tudo, muito mais tonificada”, explica aos seus seguidores. E acrescenta: “Fui com consistência ao ginásio, esforcei-me na alimentação e fui bastante regrada”, disse.

A 26 de janeiro de 2020, cerca de um ano depois, a influencer de 29 anos — que é licenciada em Dietética e Nutrição” — partilhou mais uma vez a (sua) realidade. Pode ver-se uma imagem onde surge com a cintura fina e a barriga tonificada. Basta clicar numa seta para a direita para encontrar imagens idênticas de 2018 e 2019. É também neste carrossel que podemos ver uma outra fotografia de janeiro de 2020, em que o corpo surge de forma diferente.

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Da importância dos ângulos • Vemos transformações corporais constantemente na internet e, embora haja de facto transformações incríveis, os ângulos também ajudam muito! Nesta fotografia pareço ainda melhor face à transformação do ano passado: Pernas mais afinadas e barriga ainda mais lisa, mas na verdade, apesar de não ter piorado, não melhorei muito mais! Estou é a fazer uma posição com um ângulo melhor e mais favorável. Se andarem para o lado já conseguem ver a transformação “real” e de como estou atualmente 😊 Pessoalmente, adoro ver transformações corporais e do encorajamento e motivação que isso traz, mas irrita-me quando as fotografias de comparação estão tão diferentes em termos de ângulo/pose/roupa/cenário que às vezes me questiono se será a mesma pessoa. Por isso é que prefiro fazer sempre a mesma pose, no mesmo ângulo e com roupa/cenários semelhantes. Assim, não há margem para dúvidas e não caímos na nossa própria “armadilha”, que infelizmente acontece. Moral da história: É possível melhorar MUITO nossa forma física, mas não se deixem consumir com tudo o que aparece na internet porque também é fácil parecermos melhor do que realmente estamos. Mais sobre este update no vídeo que acabou de sair! Link nos stories #reallife #bodytransformation #beforeandafter

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“Nesta fotografia pareço ainda melhor face à transformação do ano passado: Pernas mais afinadas e barriga ainda mais lisa, mas na verdade, apesar de não ter piorado, não melhorei muito mais! Estou é a fazer uma posição com um ângulo melhor e mais favorável”, explica aos seus mais de 200 mil seguidores.

Alice Trewinnard não é contra as partilhas de transformações na Internet, mas garante que os ângulos ajudam muito — nas suas imagens deste ano, a perna cruzada à frente esconde mais a anca, por exemplo.

“Se andarem para o lado já conseguem ver a transformação ‘real’ e de como estou atualmente. Pessoalmente, adoro ver transformações corporais e do encorajamento e motivação que isso traz, mas irrita-me quando as fotografias de comparação estão tão diferentes em termos de ângulo/pose/roupa/cenário que às vezes me questiono se será a mesma pessoa”, acrescenta.

É por isso que a youtuber se preocupa em fazer sempre a mesma pose e ângulo, bem como com a mesma roupa e cenário — ou semelhantes.

“Assim, não há margem para dúvidas e não caímos na nossa própria ‘armadilha’, que infelizmente acontece. Moral da história: É possível melhorar MUITO a nossa forma física, mas não se deixem consumir com tudo o que aparece na Internet porque também é fácil parecermos melhor do que realmente estamos”, alerta.

Os comentários a agradecer a sua honestidade multiplicaram-se. “É isto, obrigada por seres tão verdadeira”, diz uma seguidora. “Uma realidade que infelizmente está muito presente nos dias de hoje”, pode ler-se também.

No canal de YouTube em nome próprio, onde tem mais de 165 mil seguidores, Alice partilhou no mesmo dia um vídeo com a atualização da sua mudança corporal e com aquilo que costuma comer num dia.

Assume que ainda tem gordura localizada para perder em algumas zonas, nomeadamente as coxas, mas que se sente bem no seu corpo e está na sua melhor forma física — e que com foco tudo é possível. Mas, garante: “Não estou nada obcecada com isso.”

Há alguns meses, além dos tutoriais de maquilhagem e dos seus vlogs, tem vindo a abordar o tema da alimentação saudável. Ensinou a ler rótulos e mostra as suas refeições, já que continua a dar muita importância à área em que se formou. 

Numa entrevista à NiT em 2018, a youtuber contou como era em miúda, quando surgiu a preocupação com a alimentação saudável e aquilo que costuma comer. “Adoro ter curvas e forma de “pêra”, como costumo dizer, mas como sou baixa, preferia ser um bocado mais proporcional nesse aspeto. No entanto, não tenho complexos com isso e vivo bem na mesma. Mas é sempre esse o meu target quando estou no ginásio”, disse.

O seu pequeno-almoço favorito é panquecas de aveia e banana quando tem todo o tempo (e fome) do mundo. “Ou iogurte grego com granola quando quero despachar-me”, revelou.

Fez dança até aos 13/14 anos e jogou voleibol dos dez aos 15. A partir dos 16 anos começou a ir ao ginásio e também a fazer ioga, que entretanto deixou. Contudo, garantiu que treinar com um PT foi das melhores escolhas que fez. “Obriga-me a ser regrada e personaliza muito mais o meu treino para os meus objetivos.”

Na altura, deixou uma mensagem importante aos leitores da NiT: “Comam comida real. Mais alimentos vindos da natureza e menos alimentos ultraprocessados, inúteis e sem qualidade nutricional. Leiam rótulos e mantenham-se ativos, seja de que maneira for. Não é preciso gastar dinheiro em ginásios e PT para fazermos exercício. Qualquer exercício é melhor que nenhum exercício.”

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