Ginásios e outdoor

Segurança, limpeza e (muito) gel desinfetante: o primeiro dia no Holmes Place

A NiT passou pelo clube Palácio SottoMayor durante a reabertura para conhecer a nova realidade dos treinos.
Os sócios limpam as máquinas antes e depois da sua utilização.

Há quem não acredite em coincidências, mas Patrícia Martins, diretora do Holmes Palácio SottoMayor, em Lisboa, não conseguiu ficar indiferente à que se passou esta segunda-feira, 1 de junho. Fez precisamente oito anos que o clube abriu. Curiosamente, em 2020, neste mesmo dia, nasce uma segunda vez, após sobreviver à maior pandemia do século.

Eram cerca de 15h31 quando a NiT chegou à receção do ginásio — mas, primeiro, passou num tapete desinfetante. Alguns metros à frente estavam três marcas de segurança no chão, nas quais os sócios devem aguardar se quiserem pedir toalhas ou tirar dúvidas. Os funcionários têm à sua frente um acrílico e estão equipados com luvas e máscara de proteção.

É também na receção que é medida a temperatura, tanto aos sócios como ao staff, uma medida que não foi exigida pela Direção-Geral da Saúde e a cadeia decidiu acrescentar. A repórter da NiT, claro, passou pelo processo, verificando uma temperatura de 36,3. Naquela zona, encontrámos dois dos novos protagonistas dos clubes: os dispensadores de álcool gel. Basta colocar o pé no pedal e o líquido cai sobre as mãos.

Apesar da sinalética no chão, dos dispensadores de gel e dos avisos sobre restrições, havia uma estranha tranquilidade e rotina, quase como se fosse algo de que todos nós já estávamos habituados. Cada um sabia o sítio exato em que tinha de estar e o comportamento que devia ter — uma espécie de jogo de xadrez da vida real.

Enquanto a NiT esperou pela diretora do clube, estiveram no máximo, ao mesmo tempo, sete pessoas na receção. Os sócios e o staff circulavam de máscara ou viseira — o uso de uma delas é obrigatório para estar no ginásio, com exceção do momento do treino.

É feita a medição de temperatura.

“As zonas de lounge, ou seja, sociais, estão encerradas com a devida sinalética, tal como os postos de trabalho que já disponibilizavamos para os sócios. O bar está a funcionar de acordo com as regras do setor e tudo está a funcionar com a exceção dos duches, da sauna, do banho turco e do circuito de águas do spa”, conta à NiT Patrícia Martins, 32 anos, enquanto passávamos por sofás onde, normalmente, toda a gente convivia. “Este espaço até perdeu vida”, desabafou.

Seguimos caminho pela direita, respeitando o sentido das setas que estavam coladas ao chão. Pelo meio, encontrámos um estúdio de Pilates para treino personalizado, onde agora só treinam três pessoas em simultâneo, de acordo com marcação.

Mais à frente, estavam os balneários — e mais um dispensador de álcool gel, desta vez à porta. Aliás, o clube agora tem mais de 30, enquanto antes da pandemia dispunha de um em cada balneário, que agora têm cerca de cinco. Por outro lado, a cadeia retirou “tudo o que são equipamentos que possam fazer dissipação do ar, como os secadores de mãos, que foram trocados por toalhitas”. 

Nos balneários há também cacifos que não podem ser usados, de forma a manter a distância, e uma zona para colocar as toalhas usadas, que depois sofrem uma limpeza de acordo com as orientações das autoridades de saúde.

O tapete de desinfeção.

A sala de exercício, as marcas no chão e a limpeza entre utilizações

Também as escadas de acesso ao piso superior, onde estão a sala de exercício e os estúdios, têm os sentidos definidos no chão. No topo, vê-se um funcionário que está sempre por ali, com o objetivo de dar apoio aos sócios e verificar se toda a gente está a cumprir com as normas.

Explica a diretora do clube que na zona de treino funcional, por exemplo, a lotação era de nove pessoas e agora só podem treinar duas de cada vez. “Não retirámos máquinas, apenas afastámos, e as que não pudémos afastar têm uma placa que proíbe a sua utilização. O Holmes Palácio Sottomayor é muito grande e não tivemos muitos problemas nesse sentido”, conta à NiT.

Cada área contava com um dispensador de gel automático e toalhitas desinfetantes. Os sócios recorrem a ambos antes e depois de usar uma máquina ou um equipamento, como se tivessem feito aquilo desde o primeiro dia em que frequentam ginásios. 

“Havia muitos sócios com vontade de regressar, mas também outros que se manifestaram receosos nesta fase, com os quais também somos compreensivos. Mesmo na fase de confinamento, tivemos muito apoio por parte deles e foram super solidários connosco — alguns até quiseram continuar a pagar as mensalidades”, recorda Patrícia.

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