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Ginásios e outdoor

Joguei bubble football e parece que saí de um treino militar (mas divertido)

Uma repórter da NiT experimentou a modalidade durante 60 minutos e, apesar de todas as quedas, mal pode esperar por repetir.
Fotografias do jogo da repórter da NiT cedidas pela Bubble Futebol.

Quando vamos ao ginásio, preparamos a toalha, o smartwarch e o snack pós-treino. Se formos passar uns dias à neve, garantimos que temos um fato a altura da ocasião, óculos a rigor e botas adequadas. E para o bubble football? No meu caso, não pensei em nada em especial. Afinal, é só dar uns empurrões e chutar a bola. Ou, então, não.

A empresa Bubble Futebol convidou-me para experimentar a modalidade e deixou uma lista de recomendações: roupa desportiva (T-shirt, calças ou calções e ténis), alegria e boa disposição. Até aqui pareceu-me simples. Convidei dez amigos e lá fomos nós.

Equipámo-nos nos balneários do Urban Soccer, que fica no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, sem grandes preocupações do que aí vinha. Descontraídos e sem aquecimento feito, limitámo-nos a observar um grupo de miúdos de cinco e seis anos que faziam a atividade parecer demasiado fácil. Posso adiantar-vos que, sem quaisquer dúvidas, eles estão mais em forma do que nós, que temos entre 24 e 27 anos.

“Até os miúdos jogam isto, está no papo”, dizia um. “Fazemos isto na boa, não cansa nada”, ouve-se do outro lado. Apenas uma das pessoas do grupo que, por acaso, fazia anos — talvez tenha sido um presente inconsciente —, se lembrou de fazer alguns sprints. Quanto a mim, que não ponho os pés no ginásio há algum tempo, julguei estar preparada. Mas não podia estar mais enganada.

Entrámos no campo e foram-nos dadas algumas indicações essenciais. A mais importante de todas: o que é o bubble football. Basicamente, trata-se um jogo de futebol normal mas os jogadores estão dentro de bolhas gigantes insufláveis. 

O jogo é de quatro contra quatro.

Explicaram, também, que é sempre jogado em equipas de quatro contra quatro e que, naquele caso, os jogos iam ter a duração de cinco minutos até fazer o total de uma hora. Alguns de nós ficaram tristes por perceber que teriam de trocar entre jogos, mas rapidamente a vontade se inverteu — já conseguem prever a moral da história, certo?

Como éramos quatro mulheres e sete homens, as duas monitoras que nos acompanhavam — a Ana e a Inês — dirigiram uma regra específica aos elementos masculinos: “Medir a força e ter cuidado com as miúdas.”

Mostraram também o truque para vestir as bolhas insufláveis: de barriga para baixo colocamos um braço e depois o outro. Não vale a pena tentar pôr os dois ao mesmo tempo — mas houve, claro, quem aceitasse o desafio.

Atacadores apertados, bolhas vestidas, bola a meio do campo e quatro pessoas de cada lado prontas para o primeiro embate. Como no Bubble Football chocar com o adversário, ou até derrubá-lo, não é sinal de cartão vermelho, isso foi o que todos tentaram fazer. Resultado: rapidamente havia mais gente no chão do que a correr atrás da bola.

Ainda só tinham passado dois minutos e já se ouviam suspiros profundos de cansaço. Lembram-se dos miúdos de cinco e seis anos que pareciam fazer tudo super fácil? Afinal, enganaram-nos. Não estávamos preparados fisicamente nem psicologicamente para tanta exigência.

O principal objetivo é derrubar os adversários.

Como devem calcular, quando foi necessário fazer trocas, não faltaram voluntários — sim, eu fui um deles. Naquela altura já ninguém considerava uma hora de jogo pouco tempo.

Acreditem ou não, aquela bolha cria uma espécie de sauna ambulante que, juntamente com a corrida, provoca um verdadeiro treino de alta intensidade. Tenho de pena de não ter levado um smartwatch — nunca pensei estar perante um treino — mas devo ter queimado umas 500 calorias.

Passaram-se cinco minutos e voltei a entrar com um objetivo: não era marcar um golo mas, sim, derrubar alguém. Porém, quem acabou no chão fui eu. E para me levantar? O corpo parecia mais pesado a cada segundo. Portanto, quando receberem um convite para jogar bubble footbal, por favor, não subestimem a modalidade.

Nos primeiros jogos estive mais à defesa — estava a guardar-me para um momento de estrelato. Foi na quinta ronda que, já a ponta de lança, completamente isolada, chutei e marquei um golo. Foi o meu momento alto, até porque em todos os outros estive, literalmente, sempre em baixo, em contacto com o chão. É uma maneira glamourosa de dizer que estava constantemente a ser derrubada, não acham?

Até aqueles que estavam em melhor condição física, decidiram ser sinceros: é mais difícil do que parece e requer grande esforço. O nosso entusiasmo e níveis de adrenalina aumentaram a cada jogo, assim como o cansaço e o respeito pela atividade que, sem dúvida, vale a pena experimentar pelo menos uma vez na vida.

O pior foi quando acordei no dia seguinte e percebi que estava dorida. Mal levantava os braços e colocar a quinta mudança durante a condução tornou-se um verdadeiro sacríficio. Senti que era tudo resultado de um treino militar — mas bem divertido e que ainda nos ajuda a ficar em forma. Portanto, estou pronta para mais um.

Todos os nossos jogos foram fotografados pela equipa da Bubble Futebol e, além de cabelos desajeitados e maçãs de rosto bem vermelhas, vêem-se quedas e muitas acrobacias — em total segurança, claro.

Sim, aquela sou eu a ser completamente derrubada.

A Bubble Futebol organiza jogos para grupos de amigos, festas de aniversário, despedidas de solteiros, eventos empresariais e team building. A modalidade pode ser acontecer em campos próprios ou num dos espaços parceiros da empresa (sem limite de participantes): Parque das Nações, Avenida de Roma, Campo Pequeno, Alfragide – The Cage, Fut Soccer – Olivais e Urban Soccer – Monsanto (campos outdoor); ou Airfut – Prior Velho, Arena ITS – Olivais; Infoot – Mem Martins, Urban Soccer e Urban Fut 5 – Cacém (campos indoor).

Os preços são de 150€ (60 minutos), 200€ (90 minutos) e 250€ (120 minutos). O aluguer do campo acresce entre a 35€ e 45€ por hora. Todos os valores (divididos pelo grupo) incluem seguro de acidentes pessoais e a oferta de uma reportagem fotográfica, convites de aniversário (se for o caso) e espaço para lanche.