Ginásios e outdoor

Fomos testar o Parque das Artes e do Desporto na Amadora — e adorámos a casa de banho

O programador da NiT foi o escolhido para visitar o novíssimo spot de treino com campos de futebol, padel e até disc golf.

Passámos uma manhã no maior parque de desporto da Grande Lisboa.

À chegada pela única entrada do novíssimo Parque das Artes e do Desporto, na Amadora, que consegui encontrar, dei logo graças por não ter ido de bicicleta. As subidas não me assustam, mas já não posso dizer o mesmo da ausência do estacionamento para este tipo de transporte. Que belo começo. Ou não.

No entanto, o estacionamento para motas estava lá (vazio), bem como o estacionamento para 16 automóveis, um deles para viaturas com dístico para deficientes.

Depois desta surpresa inicial, consegui finalmente olhar para aquele que é o maior parque de desporto da Grande Lisboa, aberto desde 29 de setembro. Fica entre as rotundas dos Moinhos da Funcheira e da Boba e ocupa um total de nove hectares. Portanto, não foi difícil avistá-lo.

Mas passando à prática, chegou a hora de vestir o meu equipamento para ir treinar. Nesse momento, a segunda surpresa bateu à porta.

— João: Truz, truz.

— Parque: Quem é?

— João: O meu nome é João, sou programador da NiT, um amante de desporto e quero mudar de roupa para poder experimentar as tuas instalações.

— Parque: à vontade, amigo. Só não tenho é sítio para te vestires.

O parque fica numa antiga lixeira.

Valeu-me a existência de alguns elementos naturais que facilitaram a tarefa — usei esta frase bonita para não ter de dizer que me vesti atrás de uma árvore.

Após este embaraço, comecei a pensar no que ia fazer primeiro. Se havia planta do recinto, não a vi. A verdade é que na entrada onde estava, por estar no sopé de uma colina, não se via mais do que uma subida e um parque de equipamento de ginástica estático.

Portanto, comecei por aí mesmo. Mas confesso que fiquei desiludido. As estruturas em madeira, sujeitas à meteorologia, e sem tratamento adequado, não são uma boa solução. Testei os equipamentos em que percebia a sua utilidade. Nos outros, já meio destruídos, improvisei. Depois de finalizada esta parte do circuito, bebi água no bebedouro dessa zona, que é um ponto positivo. 

Já lá no topo, esperava-me a tão aguardada planta do parque. Achava eu. Afinal era planta do campo de Disc Golf com indicação dos tee’s e dos alvos. A falha foi minha que não levei o frisbee para testar esta parte. Espero voltar a fazê-lo, mas preferencialmente num dia sem vento, já que a zona é bastante inóspita e ventosa. Já disse que o parque fica no cimo de um monte?

Continuei o meu passeio e cheguei a um espaço totalmente dedicado aos miúdos. Um parque infantil para menores de 12 anos, mas com os baloiços mais altos que alguma vez vi. Deviam ter uns quatro metros. Como já passei esta idade, não fiquei lá muito tempo.

Finalmente, avistei os três campos de futebol, dois ténis e outros dois de padel, que me deixaram surpreendido. Nunca tinha visto campos assim: cimentados à volta onde costumam estar vidros, com o chão também cimentado e sem areia para escorregar. Pois, se calhar não é boa ideia. Outra coisa que não me agradou foi o facto de esta zona ter iluminação praticamente nula. Vi dois ou três postes, mas não me parece que tenham força suficiente para iluminar aquele número de campos.

Continuando o meu teste, voltei ao jogging. Desta vez, por caminhos cheios de lamas uma vez que o piso é de uma terra fofa. Durante este percurso, encontrei dois parques para cães. Num deles, o dono de um jovem labrador cor de chocolate tentava ensinar-lhe alguns truques, mas o cão estava mais interessado em mim e no meu colega Bruno Vaz. Provavelmente queria ser a estrela deste artigo. Malandro.

Após umas breves palavras e umas algumas acrobacias caninas, saímos dali e testei algum do equipamento de ginástica dinâmica disponível. Vi aparelhos para miúdos com menos de um metro e quarenta e outros para adultos, embora não tenha percebido à primeira vista.

Agora, vamos para a melhor parte. Spoiler: não tem nada a ver com treino. A caminho da saída, passei pela única estrutura que vi no parque. Uma casa para o segurança e uma casa de banho automatizada ao lado. Confesso que senti que estava num WC japonês. É todo em alumínio e tamanho XXL, com o autoclismo sincronizado com abertura da porta e lavagem total do chão após cada utilização. Basicamente, eu não tinha de fazer nada.

Tudo analisado e bem pesado, cheguei à conclusão que com o passar dos anos — para que as árvores cresçam — e com uma boa manutenção, será uma zona agradável para frequentar de vez em quando. Em pontuação equivale a um 14,5 em 20. Voltarei um dia destes com um frisbee (ou vários, por causa do vento).

O parque abriu a 29 de setembro.

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