Ginásios e outdoor

As novas (e diferentes) regras das escolas de surf por causa do coronavírus

A Federação Portuguesa de Surf criou um guia de procedimentos de proteção face à pandemia do novo coronavírus.
Já se pode praticar surf.

A pandemia do novo coronavírus tem afetado de um modo geral todo o País — e o desporto não é exceção. Com os ginásios encerrados, os pavilhões gimnodesportivos e até muitas das atividades que se praticam ao ar livre interditas, o impacto da pandemia tem sido sentido em todo o sector.

É o caso do surf. Durante o estado de emergência a prática dos desportos de praia chegou mesmo a ser proibida. Porém, essa interdição acabou e procede-se atualmente ao regresso à normalidade, uma nova normalidade. Várias são as medidas de prevenção na retoma destas práticas face à forte propagação do novo coronavírus.

A Federação Portuguesa de Surf criou o “Guia de Manual de Procedimentos de Proteção de Praticantes Desportivos e Funcionários COVID-19 Escolas de Surfing” de onde constam um conjunto de medidas a ser implementadas pelas escolas desta modalidade.

Entre elas contam-se, por exemplo, o uso de equipamentos de proteção individual para os trabalhadores que deverão trabalhar por turnos, os alunos passam a ter de se deslocar até à praia pelos seus próprios meios, e devem vestir o fato isotérmico junto à sua viatura e com um mínimo de dois metros de distanciamento dos colegas.

📢🗣️Procedimentos | Boas práticas🌊 FISH SURF SCHOOL:. 🐟 Higienização de mãos à entrada e à saída 🙌. 🐟 Medição (sem…

Publicado por Fish Surf School em Domingo, 10 de maio de 2020

“Medição de temperatura a clientes e colaboradores e questionário sobre sintomas, exigência de utilização de máscara no interior das instalações e limite máximo de permanência no interior pelo tempo estritamente essencial e apenas uma pessoa de cada vez. Procedimentos de limpeza e desinfeção de fatos de surf, pranchas, leash, com posterior quarentena, entre outros”, foram as medidas implementadas na Fish Surf School, em Matosinhos.

“Trabalhávamos imenso com turistas e Erasmus e podemos dizer que estudantes Erasmus ainda temos alguns, mas perdemos 100 por cento dos turistas. Os alunos portugueses, que sempre foi a nossa base do ensino regular e prolongado, mantivemos todos”, explica à NiT João Soares, funcionário desta escola que reabriu no dia 6 de maio.

A Fish Surf School foi uma das primeiras escolas de surf a retomar totalmente a sua atividade. Os funcionários trabalham por turnos, e as aulas, “acontecem com cinco alunos por treinador e, para evitar aglomerados, as várias aulas ao longo do dia têm um espaçamento de meia hora entre elas”.

Estima-se que existam cerca de 200 mil surfistas em Portugal — 20 por cento são alunos de escolas da modalidade — e que o surfing contribua anualmente para a economia portuguesa na ordem dos 400 milhões de euros, segundo dados da Federação Portuguesa de Surf.

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