Ginásios e outdoor

Antigos gordos, temos 3 exercícios para acabarem com aquelas peles penduradas

Não é fácil, mas também não é impossível. A NiT, com a ajuda do master trainer do Holmes Place, revela-lhe a fórmula secreta.

Tudo é possível.

Ninguém fica obeso de um dia para o outro. É um processo lento. Quem passa por isso, muitas vezes não se apercebe sequer do que está a acontecer com o próprio corpo. E quando chega o momento do confronto com a realidade, o corpo já sofreu alterações impressionantes. Voltar atrás não é impossível, mas há alguns aspetos que são bem complicados. Perder as peles que ficam no corpo depois de uma grande perda de peso é um destes exemplos.

“Durante uns tempos o corpo vai aumentando de tamanho e a nossa pele vai esticando e cobrindo tudo o que pode (e como pode). Quando o processo é invertido e perdemos peso, o corpo perde volume e a pele que cobria tudo fica mais lassa”, explica à NiT Paulo Ah Quin, master trainer do Holmes Place.

Isto quer dizer que a pele não encolhe à mesma velocidade que perdemos peso. Além disso, há alguns fatores que podem influenciar este ajustamento.

De acordo com o especialista, quanto mais velhos somos mais lento é este processo, podendo mesmo nem sequer acontecer. A elasticidade da pele altera-se ao longo da vida e varia consoante o perfil hormonal da pessoa, bem como da genética e até da alimentação.

É certo que não podemos alterar os fatores genéticos, mas através da alimentação e do exercício pode haver melhorias.

“Quanto ao exercício, a tendência dos ex-obesos é fazer muito treino cardiovascular. No entanto, e apesar de realmente haver perda de peso e volume, existe também uma perda de massa muscular que não é de todo desejável. Devemos tentar manter ou até aumentar a massa muscular para colmatar a perda de volume da gordura”, alerta.

Por outro lado, as tais peles também podem significar a existência de gordura subcutânea que podem fazer diferença. Segundo o master trainer, a avaliação desta gordura pode ser realizada de várias maneiras: DEXA (apenas em clínicas especializadas), pesagem hidrostática (em alguns laboratórios), pregas adiposas e bioimpedância que, sendo a mais fácil e acessível, é a mais falível (maior margem de erro).

O ideal seria os homens terem valores entre os dez e os 15 por cento de massa gorda. No caso das mulheres, 15 a 20 por cento, sendo que estes valores podem variar ligeiramente com a idade.

Então, qual é o melhor tipo de treino?

Uma coisa é certa: no ginásio, o treino não deve ser apenas cardiovascular. Não deixa de ser importante, mas também deve fazer treino de força três a quatro vezes por semana com cargas significativas (75 a 85 por cento 1RM). Isto significa que não deve conseguir fazer mais do que 12 repetições máximas, com intervalos entre séries de um a dois minutos.

De acordo com Paulo Ah Quin, podemos fazer três a quatro séries por exercício e cinco a sete exercícios por treino, devendo passar sempre pelos principais grupos musculares. “Não nos devemos focar demasiado nos grupos musculares pequenos, como o bicípete, o tricípete ou os gémeos, já que eles vão estar implícitos nos outros movimentos.”

Para que não falhe em nada, a NiT diz-lhe quais são os três melhores exercícios para acabar com as peles que sobrevivem depois de perder muito peso, independentemente da zona do corpo onde estão.

Carregue na imagem e tome nota de como se realiza cada exercício.

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