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Saúde

Coronavírus: empresas devem evitar reuniões e preparar ausência de funcionários

Circular da DGS alerta para os problemas que o coronavírus pode trazer e dá indicações sobre como atuar em caso de necessidade.
Recomendações pedem mínimo contacto

A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou esta quinta-feira, 27 de fevereiro, um comunicado onde aconselha as empresas a tomar medidas específicas para combater o coronavírus (covid-19). Entre as medidas estão a necessidade de criar áreas de isolamento, evitar reuniões e estar preparadas para que os trabalhadores não possam deslocar-se até às instalações da empresa.

Embora o Governo garanta que Portugal está preparado para que eventualmente o vírus chegue ao País, a DGS alerta para o facto de ser necessário tomar medidas para que os danos sejam controlados. Sendo que, por lei, os empregadores devem “assegurar aos seus trabalhadores condições de segurança e de saúde”, a entidade aproveita o comunicado para dizer o que fazer e como preparar-se para o covid-19.

Alertando desde logo para o facto de as diretrizes poderem mudar a qualquer momento, a DGS diz que “as empresas devem considerar para estabelecer um Plano de Contingência”. Isto quer dizer que devem estabelecer à partida as medidas a tomar caso haja suspeita de algum caso de infeção e as consequências que isso pode ter para a empresa.

Alguns dos pontos que a DGS recomenda ter em atenção são as atividades que são vitais para a empresa e aquelas que podem ser reduzidas ou até paradas, o número de funcionários indispensáveis ao funcionamento da empresa, a definição dos trabalhadores que poderão estar mais expostos ao vírus ou as tarefas que podem ser feitas por meios alternativos como o teletrabalho.

Neste último ponto a diretiva é clara: “As atividades da empresa que podem recorrer a formas alternativas de trabalho ou de realização de tarefas, designadamente pelo recurso a teletrabalho, reuniões por vídeo e teleconferências e o acesso remoto dos clientes. Deve-se ponderar o reforço das infraestruturas tecnológicas de comunicação e informação para este efeito”.

Além de colocar em isolamento os funcionários que suspeitem estar infetados com o coronavírus, as empresas devem dar-lhes todas as condições necessárias para esse isolamento como ventilação, zona de descanso, kit de água e alimentos não perecíveis ou casa de banho. Na deslocação para o trabalho e dentro da própria empresa os funcionários com estas suspeitas devem evitar zonas de maior aglomerado.

No documento divulgado, a DGS explica ainda todas as medidas que devem ser tomadas tanto em relação aos trabalhadores com suspeitas de infeção por covid-19 como em relação aos que tiverem contacto com eles. No restante dos casos devem ser tomadas as medidas de prevenção gerais como manter uma frequente higienização das mãos e o mínimo contacto possível com outras pessoas.

Até ao momento, Portugal tem 25 casos suspeitos de estarem infetados com o covid-19. Em todo o mundo são já mais de 2.700 as mortes registadas devido ao coronavírus e mais de 81 mil os infetados com a doença.