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Alimentação Saudável

Seguiu uma alimentação paleo, perdeu mais de 20 quilos e mudou de vida

Conheça a história de Ana S. Guerreiro, autora do blogue "Mamã Paleo", a plataforma mais lida no País nesta área.
Ana S. Guerreiro tem 36 anos.

Tinha muitas dores, enxaquecas horríveis, o corpo sempre inchado e dormia mal. Além destes fatores, havia mais uma coisa que fazia com que Ana S. Guerreiro se sentisse pouco confortável: o excesso de peso. A balança chegou a marcar 93 quilos. Quando descobriu que estava grávida, no final de 2014, a sua mentalidade mudou. Foi aí que descobriu a alimentação paleo e o que é ser uma pessoa realmente saudável.

Formou-se em Psicologia mas foi na cozinha que encontrou a sua vocação. Agora, com 36 anos, é autora da plataforma sobre alimentação paleo mais lida do País. O “Mamã Paleo“, que faz parte da comunidade de blogues NiT, tem atualmente mais de 100 mil seguidores no Facebook e 45 mil no Instagram.

É nas suas redes sociais e no blogue que partilha receitas diariamente. Algumas são ideais para quem quer perder peso, outras para quem procura alternativas sem glúten ou lactose e há aquelas que são dirigidas a quem quer reduzir o consumo de hidratos de carbono. Mas, de uma forma geral, têm todas o mesmo objetivo: garantir saúde.

Na prática, a alimentação paleo significa apostar numa refeição completa, rica em bons legumes, boa proteína animal e boas fontes de gordura. Ou seja, uma refeição nutritiva e saciante. Segundo Ana S. Guerreiro, esta é a chave principal para, gradualmente, regular o apetite e o peso, acabando também com a compulsão alimentar.

Contudo, a autora do blogue NiT “Mamã Paleo” nem sempre pensou assim. Numa entrevista à NiT revelou como era a sua alimentação em miúda, como lidou com o excesso de peso e, ainda, todo o processo de mudança nos últimos dois anos.

Vamos começar por falar na sua infância. Como era a alimentação em miúda?
Os meus pais preocupavam-se em comprar o que era melhor. Ou seja, os produtos daquelas que eram vistas como as melhores marcas e que tinham melhor qualidade. Não faziam era ideia dos malefícios dos açúcares. Hoje em dia, já temos noção de que as melhores marcas não são sinónimo de saudáveis. Éramos iludidos com a publicidade. Mas nunca me faltou nada. Tínhamos a mesa rica mas não estava de acordo com aquilo que achamos ser uma alimentação saudável atualmente.

Que tipo de alimentos se lembra de comer?
Comíamos muito peixe e marisco. Gosto muito de peixe, talvez, porque sempre morei muito perto do mar, uma vez que sou algarvia. Contudo, sempre fui gordinha desde pequenina. Cheguei mesmo a ser obesa, durante a adolescência e o início da fase adulta. Cheguei a pesar 93 quilos.

O excesso de peso deveu-se ao tipo de alimentação que seguia?
Acho que era o excesso de comida. Nem ligava muito a batatas fritas e bolos, por exemplo. Mas comia em excesso e não tinha noção de que alguns alimentos, que julgava serem bons, tinham tanto açúcar escondido. Um exemplo disso é o pão. Como sou filha de pai alentejano e mãe algarvia, era algo que nunca faltava. Também achava que os cereais da manhã eram um bom pequeno-almoço e descobri que, afinal, só provocavam mais fome passado pouco tempo, assim como os iogurtes que estão cheios de açúcar e aditivos.

E o desporto, fazia parte da rotina?
Não gostava muito de desporto. Aliás, como já era gordinha sentia-me um pouco desconfortável. Quanto menos confortável nos sentimos com o nosso corpo, menos vontade temos de fazer este tipo de atividades. É um ciclo vicioso. Hoje em dia, vou ao ginásio e treino ao ar livre. No verão aposto também na natação. Mas o desporto só entrou na minha rotina há cerca de dois anos, após ter sido mãe. Pensei: “Ana, tens de mexer-te. Se não estás satisfeita e não gostas de como estás, tens de fazer alguma coisa.” Quando mudei a minha alimentação, também senti logo diferença no que diz respeito à saúde. Na verdade, nunca me senti tão saudável como agora. Não tinha noção do impacto que os alimentos e o desporto podiam ter. Depois, quando a amamentação já não era tão crucial, resolvi focar-me também em perder peso.

Então, foi após o nascimento do seu filho que quis mudar.
Quando engravidei, no final de 2014, já tinha peso a mais. Na gravidez engordei cerca de dez quilos. Como já tinha 11 a mais, dava um total de 20 que tinha de eliminar. Já durante a gravidez tive a preocupação de tomar mais atenção ao que comia e, consequentemente, estava a dar de comer ao meu bebé. Essa era uma motivação. Pensei que se ia ter um filho, tinha de passar-lhe hábitos saudáveis e não havia ninguém melhor do que eu para dar o exemplo. Por outro lado, decidi fazê-lo porque também me sentia desconfortável e não gostava de me ver gorda. Portanto, tentei perder peso para sentir-me bem comigo e dar um bom exemplo ao meu filho. Costumamos ir ao parque, nadamos, corremos. Tento que ele não seja uma criança que esteja sempre em frente aos ecrãs e que faça atividade ao ar livre e esteja em contacto com a natureza.