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Alimentação Saudável

Novo estudo revela que há cada vez mais portugueses que comem insetos

E não há nada de mal nisso. Pelo contrário: tem enormes vantagens nutricionais.
Não estamos a brincar.

Para grande parte da pessoas, os insetos podem provocar arrepios. Porém, há quem faça deles uma bela refeição ao almoço ou ao jantar. De acordo com a DECO Proteste, um inquérito europeu realizado este ano revela que a maioria dos portugueses não come estes bichos, mas que não descarta essa hipótese.

Par sermos mais precisos, seis por cento dos inquiridos responderam que tinha comido insetos e três que tinha consumido produtos com derivados. Quando questionados se gostaram, 22 por cento dos portugueses que provaram insetos e 25 dos que provaram os produtos derivados responderam ter gostado bastante do sabor.

Contudo, do total de portugueses inquiridos, 94 por cento nunca provaram insetos. Ainda assim, 49 por cento admite que está disponível para fazê-lo. Segundo a Deco, esta decisão só lhes trará benefícios ao tomar.

“Ao nível de conteúdo proteico, quando se comparam insetos com as tradicionais fontes proteicas como a carne e o pescado, por exemplo, a percentagem de proteínas nos insetos pode rondar os 48 por cento (no caso do gafanhoto), enquanto no peixe e na carne este valor atinge cerca de 20 por cento”, escreve a revista.

Os valores nutricionais das minhocas são os mais surpreendentes. É que 100 gramas deste invertebrado pode garantir grande parte das necessidades diárias de um adulto em alguns minerais, já que cobre 20 por cento em cálcio; 25 em potássio; 40 em magnésio; 80 em fósforo; 100 por cento em cobre; 120 em zinco; e 400 em ferro.

O inquérito foi realizado pela EIT Food e pretende incentivar a inovação alimentar na Europa. Os dados foram recolhidos na Bélgica (1024 pessoas), Itália (1018), Portugal (1000) e Espanha (937), entre cidadãos com 18 e 74 anos.