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Alimentação Saudável

Noom: a app viral que já ajudou 50 milhões de pessoas a perder peso

Os planos são todos personalizados por uma equipa de especialistas e adaptados às necessidades de cada utilizador.
Pode descarregá-la gratuitamente.

“The New York Times”, “Women’s Health”, “Shape” e “Forbes” são apenas algumas das conceituadas revistas e jornais norte-americanos que escreveram sobre a Noom, a aplicação viral de fitness e alimentação saudável mais popular dos últimos tempos.

O programa desta app, lançada em 2007, foi desenvolvido por uma equipa de médicos, psicólogos, nutricionistas e personal trainers para, garantem, alterar comportamentos de forma eficaz através de técnicas comprovadas cientificamente. O resultado é uma experiência personalizada a cada utilizador, feita para se adaptar ao seu estilo de vida específico.

Entre as mais de 184 mil opiniões na App Store, a aplicação conquistou umas sólidas 4.7 estrelas e já atingiu o impressionante número de 50 milhões de utilizadores. Na descrição, revelam que 86 por cento daqueles que seguem o seu plano perdem, em média, cerca de oito quilos em 16 semanas, e 86 por cento dos “Noomers” conseguem manter o peso durante, pelo menos, um ano.

Afinal, como funciona esta aplicação aparentemente milagrosa? “O importante não é esforçar-se mais, mas fazer escolhas mais inteligentes”, explicam na descrição. Com a Noom, a ideia é ir mudando os seus hábitos ao ritmo da sua vida pessoal para que o objetivo final seja conseguir correr cinco quilómetros, sentir-se com mais energia ou seguir uma alimentação equilibrada.

Para lá chegar, há três estratégias desenhadas com o propósito de melhorar o seu estilo de vida: parar de fazer dieta, desenvolvendo uma relação mais saudável com a comida; mudar a mentalidade, focando-se mais naquilo que o move para os seus objetivos; e criar melhores hábitos, que sejam saudáveis e sustentáveis a longo prazo.

O menu principal.

Uma das características que mais parece agradar os utilizadores da Noom é a alimentação, já que o plano defende uma “não-dieta”, em que não precisa de riscar o álcool ou as sobremesas da sua vida, nem de seguir regras de nutrição “sem sentido”. Não há comida boa ou má, apenas um foco no equilíbrio, o que reduz substancialmente a pressão normalmente associada aos regimes restritivos, difíceis de manter por muito tempo.

Quando se regista na app (disponível gratuitamente para os sistemas iOS e Android), tem de preencher uma ficha pessoal com vários detalhes. Idade, altura, peso, quantos quilos quer perder, a que velocidade quer perdê-los, restrições alimentares, hábitos (como, por exemplo, se já treina ou se tem um estilo de vida sedentário) e quanto tempo livre tem por dia são alguns dos dados que deve inserir.

Com base nas respostas, é então construído um plano durante um período experimental gratuito de 14 dias, após o qual deverá começar a pagar uma mensalidade de 53€, que cobre os serviços dos personal trainers, psicólogos, nutricionistas, além dos treinos e receitas feitos à medida.

A Noom regista diariamente a quantidade de calorias de todos os alimentos que os utilizadores consomem — basta adicionar aquilo que comeu a cada refeição — e a quantidade que deve consumir para atingir o objetivo diário. Os passos também são todos registados, com um número mínimo recomendado, e o peso é adicionado a um gráfico, onde pode ir seguindo a sua evolução.

As notificações da Noom chegam aos ecrãs dos smartphones com lembretes e dicas que pretendem ajudar a mudar os comportamentos diários, transformando-os a pouco e pouco em hábitos para manter a longo prazo.

As classificações dos alimentos.

Vai aprender mais sobre nutrição através de quizzes, por exemplo, além de receber diariamente emails que ensinam a manter o foco e a motivação. A aplicação interage com os clientes com uma regularidade descrita muitas vezes como “acima do normal”, o que pode incomodar alguns utilizadores, mas também é a chave do sucesso para muitos outros.

Para avaliar a qualidade nutritiva de cada alimento, a Noom tem um sistema de “semáforos” que apenas permite comer uma determinada quantidade de certos produtos por dia. Na categoria verde estão opções não processadas, como morangos, aveia ou bróculos; na amarela entram, por exemplo, peru e cerveja; na vermelha estão as pizzas, manteiga de amendoim ou bolos. O sistema avalia a densidade nutricional dos alimentos, favorecendo os que têm mais vitaminas, minerais e proteína.

No entanto, a comida na categoria vermelha não deve ser vista como “má”, apenas como uma “bandeira vermelha”, já que têm calorias mais vazias, que não conferem uma sensação de saciedade durante muito tempo.

A palavra “Noom” é, na realidade, “moon” (ou “lua”, em português) escrita ao contrário, como um símbolo do satélite que está sempre lá, aconteça o que acontecer — e era essa a sensação que os fundadores da empresa queriam despertar nos seus clientes.

Gráfico com a evolução do peso.

Megan McCarthy, uma jornalista norte-americana que usou a aplicação durante três meses, escreveu uma crítica para a “USA Today” no mês passado onde descreveu a sua experiência pessoal. “Registar a comida é aborrecido”, explicou, especialmente quando alguns alimentos não estão na base de dados da Noom. A alternativa, revela, acaba por ser encontrar produtos semelhantes, o que muitas vezes resulta em pequenas incorreções na ingestão calórica que fica registada.

Ainda assim, o balanço é positivo: “Sinto que perdi nove quilos em 100 dias apenas a olhar para o meu ecrã”. A Noom, defende, é flexível, não proíbe alimentos, fácil de utilizar, e muito “recompensadora”, especialmente quando se pode ver a evolução da descida de peso num gráfico.

No entanto, a eficácia da aplicação deverá depender da motivação de cada um. Barbie Boules, nutricionista e coach de saúde, defende que a Noom “não é para todos”. “Se tem um histórico de distúrbios alimentares ou alguma condição médica que tem impacto no seu peso, é melhor trabalhar com um profissional da saúde que lhe possa oferecer conselhos verdadeiramente personalizados, em vez de qualquer aplicação”, contou à “Refinery 29”.

De seguida, carregue na galeria para conhecer mais seis aplicações gratuitas que pode instalar para o ajudar a manter o foco.