NiTfm live

Alimentação Saudável

Escolher a bebida vegetal errada pode fazê-lo engordar

Há versões que estão cheias de açúcar e gorduras adicionadas.
Ler os rótulos é essencial.

Seja porque é intolerante à lactose, quer evitar o consumo de leite ou não consome produtos de alimentos de origem animal, o que é certo é que as de bebidas vegetais têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos. O problema é que elas podem afetar a dieta se não forem bem escolhidas.

Hoje em dia a oferta de bebidas vegetais é bastante grande, mas há uns anos não havia assim tantas marcas a comercializar estas bebidas. E pior: as que existiam continham quase todas açúcares e eram essencialmente à base de soja. Agora consegue facilmente encontrar bebidas vegetais de arroz, coco, amêndoa, aveia, caju e avelã. Porém, isso também torna mais difícil decidir qual é que deve escolher.

Mas primeiro é preciso desmistificar o que é, afinal, uma bebida vegetal. É nada mais do que um produto líquido obtido através de um ou mais ingredientes de origem vegetal e água. É conhecida por conter um baixo teor de gordura, ser isenta de lactose e rica em fibra.

“Como nada é perfeito, é preciso ter consciência de que muitas bebidas tem açúcar e gorduras adicionadas, bem como outros ingredientes que são desnecessários”, revela à NiT a nutricionista Bárbara de Almeida Araújo.

É por isso que é essencial ler os rótulos. E atenção: dentro de uma marca, umas versões podem ter valores quase nulos destes ingredientes e outras podem ter o triplo. Portanto, não confie à primeira e consulte a lista de ingredientes de todas as embalagens. Caso contrário, pode estar a ingerir uma bebida pouco aconselhável para a saúde e para a dieta.

Existem vários sabores.

5 dicas para escolher a melhor bebida vegetal

A também autora do blogue “Manias de Uma Dietista” partilhou com a NiT cinco truques simples que vão garantir que faz uma boa escolha.

1. Em primeiro lugar, olhe para o tamanho da lista de ingredientes: quanto maior for, maior é a probabilidade de conter aditivos;

2. “O primeiro ingrediente da lista deve ser água, seguindo-se o cereal, grão ou semente de que é feito. Depois pode vir listado algum tipo de gordura (normalmente óleo de girassol) ou um estabilizador como uma goma, que servem para manter a mistura mais homogénea (mas não acrescentam valor nutricional e são desnecessários para o nosso organismo)”, revela à NiT;

3. Algumas bebidas são enriquecidas em vitaminas e minerais como o cálcio e vitamina B12 ou D, de forma a que o perfil nutricional destas bebidas seja mais semelhante ao do leite,

4. De acordo com a especialista, outro aspeto a ter em conta é o açúcar. De preferência, devemos escolher uma bebida que tenha menos de seis gramas de açúcar por cada 100 mililitros. E mais: evitar bebidas que tenham açúcar adicionado, que pode vir listado como açúcar, maltodextrina, xarope de glicose ou de glicose-frutose, xarope de milho, frutose, açúcar de beterraba, açúcar de cana ou geleia de agave — existem mais de 45 nomes para o açúcar.

5. Se olhar para o rótulo de uma bebida e encontrar emulsionantes, espessantes e tudo o que tenha a designação “E”, está perante uma má alternativa.

“A melhor opção é sempre fazer a bebida em casa, isenta de aditivos e açúcar. Porém, ao ler atentamente o rótulo é possível garantir que se está a fazer a melhor opção. Idealmente, deve escolher uma bebida vegetal com o mínimo de ingredientes possível, sem açúcar na composição e sem aditivos. Olhando para estes dois rótulos percebemos logo que a segunda bebida vegetal seria a melhor opção”, explica à NiT Bárbara de Almeida Araújo.