Alimentação Saudável

Devemos tomar batidos de proteína sem treinar?

A NiT e a nutricionista Inês Teixeira, do Holmes Place, vão acabar com todas as dúvidas.

É melhor ter cuidado.

Há quem queira ganhar músculo e outros procuram perder peso mais rapidamente. No fundo, motivos não faltam a quem recorre a batidos de proteína. Mas devem fazê-lo sem ter qualquer tipo de treino? A NiT e a nutricionista Inês Teixeira, do Holmes Place, respondem.

Normalmente, quando ouvimos falar em batidos proteicos, pensamos automaticamente em suplementação. É aí que entra a Whey, que não é mais do que uma substância líquida obtida a partir do soro de leite, durante a produção de queijo.

“Este líquido é transformado em pó e comercializado como um suplemento proteico de rápida absorção”, explica à NiT a nutricionista do Holmes Place.

Como a Whey é, provavelmente, o suplemento mais vendido de sempre, é importante perceber primeiro todos os tipos que existem à venda no mercado. É possível encontrar a versão concentrada (passa por um processo de filtragem simples que pode apresentar lactose, gordura ou outra proteína do leite); a isolada (obtida através de um processo de filtragem mais elaborado, e isenta de lactose); e a hidrolisada (transformada em proteína bruta pré-digerida que é indicada apenas para quem apresenta intolerância às proteínas de soro do leite).

Mas devemos ingeri-la sem ter qualquer tipo atividade física?

Na verdade, isso depende muito de pessoa para pessoa, da condição de saúde, dos objetivos, e do ritmo de atividades diárias.

“É claro que a proteína é um nutriente fundamental e vital para o nosso organismo, protegendo contra a perda de massa muscular, mesmo durante processos de emagrecimento. No entanto, é frequente e fácil atingir as recomendações diárias com a dieta que habitualmente fazemos, não existindo qualquer necessidade de recorrer a suplementação”, diz à NiT Inês Teixeira.

A sua ação é bem menos eficaz que a alimentação e deve ser usada exatamente para suplementar. Ou seja, para suprir o que falta. Sim, é certo pode ser mais facilmente absorvida. Contudo, segundo a especialista, a velocidade de absorção de proteínas acaba por ser uma pouco irrelevante quando se tem uma dieta adequada e com boas fontes proteicas ao longo do dia.

Para ter noção, uma dose de Whey com 25 a 30 gramas de proteína corresponde a quatro ovos cozidos, um peito de frango grelhado e um bife de vaca grelhado ou uma posta de atum fresco. Ao contrário da proteína em pó, estes alimentos contêm outros nutrientes fundamentais, como certas vitaminas e minerais.

Quando é que se justifica tomar proteína?

“É claro que a utilização do batido proteico se pode justificar, e poderá ser interessante para compensar uma ingestão insuficiente de proteínas ao longo do dia.”

Então, tomar ou não tomar? A resposta será sempre depende. O primeiro pensamento e atitude deve ser aprender a comer de forma correta e só depois pensar em suplementação. De acordo com Inês Teixeira, de nada serve suplementar quando não se tem um treino adequado, se continuar a cometer erros alimentares durante o dia e se não adequar a alimentação às suas necessidades nutricionais.

“O importante será comer de acordo com a sua individualidade para ter um bom resultado. Não existe nada milagroso, nem mesmo batidos”, alerta.

Ainda assim, se quiser seguir esse caminho, deve informar-se, saber os riscos e a sua eficácia. E deve perguntar-se: “Tomar batidos de proteína será mesmo um investimento necessário?” O ideal é procurar um nutricionista que o ajude e não tomar decisões sozinho.

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