Alimentação Saudável

7 receitas de sopas estranhas (e deliciosas) para experimentar em casa

O creme de urtigas, a espuma fria de melão e queijo quark e a sopa de bolota fazem parte da lista. A NiT falou com Maria Inês Antunes, nutricionista e autora do livro "Sopa, Sim!", para conhecer os benefícios destas receitas.

Foto do livro "Sopa, Sim!"

“Sopa? Não gosto”. Se nunca disse esta frase, provavelmente deve ter sido uma das poucas crianças que recebia a sopa com um sorriso no rosto e de braços abertos (ou boca, neste caso). Se por um lado, durante a infância a birra era quase garantida, hoje em dia já vemos a sopa como uma refeição milagrosa para não engordar e manter uma alimentação saudável.

“A minha mãe tinha de encontrar estratégias para que eu conseguisse comer a sopa, mas foi de tal modo persistente que hoje é a minha refeição favorita”, conta à NiT Maria Inês Antunes, nutricionista e autora do livro “Sopa, Sim!” (17,50€).

Tem um valor calórico bastante baixo, regula os níveis de colesterol, os legumes usados são ricos em antioxidantes benéficos para a saúde, regula os intestinos e dá-nos uma sensação de saciedade. Ou seja, a sopa é a aliada ideal durante a dieta.

O problema é quando já estamos fartos do tradicional caldo verde, do creme de cenoura ou do creme de legumes. É nesses momentos que a imaginação falta. E o que é que decidimos fazer? Comer porcarias, está claro. Passamos de um modo super saudável para aquela parte do nosso interior que implora por batatas fritas e salgados.

Para isso não acontecer, e tirar proveito de todos os benefícios desta refeição, Maria Inês Antunes criou um manual com 60 sopas, desde as mais tradicionais às que nunca nunca deve ter ouvido falar.

“Esta refeição é tão cultural e nutritiva que decidi criar ainda mais sopas variadas e sazonais”, diz à NiT. Para chegar a receitas como o creme de endívias ou à sopa fria de morangos e pétalas de rosa, a nutricionista fez várias experiências.

O objetivo passou por criar sopas com várias texturas, sabores e cores, e criar receitas para cada estação do ano, tirando proveito dos alimentos de época. Além disso, para a nutricionista era essencial conseguir caldos cremosos sem a utilização de batata.

“A ideia pode ser estranha e diferente dos estímulos e sensações a que estamos habituados, mas a experiência é surpreendente”.

Maria Inês Antunes, 27 anos, consultou uma nutricionista aos 14 anos e foi nessa altura que se imaginou do outro lado a aconselhar as pessoas que, tal como ela, podiam precisar de ajuda.

“Queria saber as propriedades dos alimentos, de que forma é que podiam ser benéficos e como é que nos ajudavam a conseguir um peso adequado”, conta.

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