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Alimentação Saudável

7 coisas que deve parar de comer para consumir menos açúcar (e emagrecer)

Está na altura de travar o impacto deste vilão no nosso corpo. A nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida diz-lhe como.
Será que algum tipo de iogurte está na lista?

Há muita gente que quer diminuir ou terminar de vez com o consumo de açúcar, seja por questões de saúde ou de peso. Mas há um problema: não sabe por onde começar. Pois bem, a NiT vai ajudar nessa missão com dicas simples e eficazes. Mas, antes, deve saber que alimento é este e que impacto tem no nosso corpo.

Como explica a nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida, autora do blogue “Loveat”, existem dois tipos de açúcar nos alimentos: os simples e os complexos.

“Os complexos são uma fonte de energia de maior duração. Estão presentes, por exemplo, na massa, arroz, pão, batata e leguminosas. Já os simples são uma fonte rápida de energia, sim, mas de curta duração. Encontram-se, entre outras coisas, nos refrigerantes, chocolates, bolachas e bolos”, revela à NiT.

Por outro lado, há alimentos que contêm açúcares simples na sua constituição e que devem fazer parte da sua dieta, como a fruta (frutose), o leite e os iogurtes (lactose).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de açúcar simples (seja adicionado ou naturalmente presente nas frutas ou no mel, por exemplo) não deve, idealmente, exceder os cinco por cento de energia diária de um adulto. Para uma dieta de duas mil calorias diárias, esta percentagem corresponde a 25 gramas (seis colheres de chá).

Segundo a especialista, se o seu objetivo é a perda de peso, então, não deve exceder este valor. Mas não é fácil. Afinal, apenas um pastel de nata contém 27 gramas de açúcar — e há quem consuma uma unidade todos os dias com o café ao pequeno-almoço ou lanche, por exemplo.

“A ingestão excessiva de açúcares simples, por si, ou adicionados a alimentos, tem sido associada ao excesso de peso e à obesidade e, consequentemente, ao risco de desenvolvimento de doenças crónicas e doenças cardiovasculares. Por outro lado, o consumo de açúcar constitui também um dos principais fatores de risco para as cáries dentárias, uma das doenças não transmissíveis mais prevalentes a nível mundial”, alerta à NiT Mafalda Rodrigues de Almeida.

Outros estudos revelam que, para algumas pessoas, comer açúcar provoca alterações químicas no centro de recompensa do cérebro — responsável pela sensação do desejo. Além disso, ingerir açúcar simples adicionado aos alimentos durante longos períodos de tempo pode afetar o equilíbrio hormonal, provocando um aumento na produção de insulina. Por sua vez, altos níveis de insulina levam a um aumento do armazenamento de gordura corporal — e isto não é uma boa notícia para quem quer emagrecer.

O que é que pode fazer para reduzir o consumo de açúcar? Há uma primeira solução bastante simples e eficaz: verificar sempre os rótulos. Esta é, muito provavelmente, a dica mais importante.

Segundo a especialista, na lista de ingredientes dos alimentos embalados podemos encontrar todos os constituintes que fazem parte do alimento. A lista encontra-se por ordem decrescente de quantidade. Por isso, se a palavra “açúcar” for um dos primeiros ingredientes significa que esse é um alimento a evitar.

“Se encontrar mais do que três ingredientes que não conhece, opte por não consumir esse alimento, uma vez que tem adição de aditivos alimentares. O truque é escolher alimentos o mais natural possível.”

A nutricionista também partilhou com a NiT sete alimentos que se deve evitar ao máximo se quiser reduzir o consumo de açúcar para ser mais saudável e, se for o caso, perder peso — já que se trata de um elemento que pode dificultar e muito o processo. Carregue na galeria para conhecer a lista.