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Ruben de Almeida Domingues: “O obeso é como um alcóolico”

Foi quando percebeu que tinha dificuldade em apertar os sapatos que Ruben de Almeida Domingues, 50 anos, tomou consciência de que alguma coisa tinha de ser feita. Por esta altura, com 48 anos, pesava 155 quilos. “Não conseguia andar e falar ao telefone ao mesmo tempo por causa da respiração”, conta à NiT. 

2 de janeiro de 2013 representa um dia especial na vida deste empresário que também vende máquinas da marca Bimby e conduz um Uber: fez uma operação de redução de estômago. No entanto, conta à NiT que esta opção “serviu apenas de muleta, porque se não mudamos os hábitos de vida, voltamos a engordar de novo”.  Atualmente, depois de passar por vários gabinetes de nutricionistas, consultar um psicólogo e inscrever-se no ginásio, tem 93, “menos 62” do que no dia em que tudo mudou.  


“Sempre tive excesso de peso”, revela. “A minha avó era obesa, tinha primas com obesidade mórbida e tenho uma irmã que também tem tendência para engordar”, acrescenta.

Sempre soube que tinha mais peso do que os outros, mas quando começou a estudar no Colégio Militar que Ruben percebeu que, fisicamente, não era igual aos outros miúdos: “Era o gordo”, conta, numa alusão à forma como os colegas o tratavam. “Era um bocado vítima de bullying, mas como era marrão e bom aluno, os outros colegas aproximavam-se de mim porque queriam ajuda”, revela. 


A vontade de comer não vinha só do facto de ter fome. De acordo com o que explica, “vinha de um conjunto de questões não resolvidas” que o faziam refugiar-se na comida. Tanto que as viagens secretas (achava ele) à cozinha durante a noite tiveram direito a nome, atribuído pela mãe: “Procissão de pé descalço.”

Antes daquele dia em 2013, Ruben experimentou uma série de dietas ‘ioio’, que o faziam perder peso à mesma velocidade com que, depois, o recuperava.  Sobre isto, diz que “o obeso é como um alcóolico. No processo de perda de peso, pôr um bolo na boca é o mesmo que entrar em desgraça”, diz. 


O seu ponto fraco eram os salgados e fritos. “Açúcar nunca gostei muito”. A falta de horários e de planeamento alimentar eram também fatores que contribuíam para o peso que tinha. Agora, faz seis refeições por dia, não toca em fritos e faz, inclusivamente, os próprios iogurtes. 


Revela à NiT que há três aspetos determinantes para o sucesso no combate à obesidade: “O primeiro passo é ter consciência de que há um problema e confrontarmo-nos com a realidade”, diz. Em segundo, é preciso ter “vontade de mudar”, sendo que “só se começa [o processo] quando realmente se quer”. Por último, “sem disciplina e determinação” os resultados não aparecem.

Peso inicial: 155 quilos
Peso atual: 93 quilos 
Peso perdido: 62 quilos

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