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Saúde

Estudo: quem troca o carro pela bicicleta é em média quatro quilos mais magro

Através da análise do comportamento de 11 mil pessoas de sete capitais europeias, esta investigação conclui, para já, que quem troca o carro por este transporte está mais em forma. Nós explicamos tudo.

Ainda que Portugal não seja o País onde há mais bicicletas na rua, são cada vez mais os cidadãos que trocam os carros, metro ou autocarro pelos pedais.

Quem já aderiu a isto vai ficar contente com os resultados de um estudo financiado pela União Europeia, que analisou o comportamento de 11 mil pessoas de sete cidades europeias. A investigação vem dizer que quem anda de bicicleta é em média quatro quilos mais magro, comparativamente com quem anda de carro. A notícia é avançada pelo jornal espanhol “El Pais“, que diz que os resultados finais da investigação devem ser divulgados dentro de alguns meses.

Barcelona, Antuérpia, Londres, Orebro, Roma, Viena e Zurique. Foi nestas cidades que o estudo incidiu. A estatura física (peso e altura), meio de transporte utilizado e o tempo passado em viagens do quotidiano foram algumas das perguntas feitas aos inquiridos.

“Este é o primeiro macroestudo a nível europeu que relaciona o índice de massa corporal com a utilização de um ou outro meios de transporte”, diz ao “El Pais” David Rojas, do Instituto de Saúde Global de Barcelona. O investigador considera que este estudo pode ter uma influência positiva, tanto nos cidadãos, como nos próprios governantes que, assim, poderão trabalhar no sentido de tornar as infraestruturas das cidades mais bike friendly.

Sobre as conclusões (para já) obtidas nesta investigação, Nuno Borges, da direcção da Associação Portuguesa de Nutricionistas, diz à publicação online do “Diário de Notícias” que já se sabe que há “uma relação entre o nível de atividade física e o peso”. Porém, o especialista considera que a investigação “não permite dizer taxativamente que andar mais de bicicleta faz emagrecer.”

Pedro Ribeiro da Silva, da Direcção Geral de Saúde, em declarações ao mesmo jornal, considera que “alguém que usa a bicicleta regularmente é alguém que também se preocupa mais com a alimentação e em ter hábitos de vida mais saudáveis“. Isto significa que, por si só, o ato isolado de utilizar este meio de transporte não será o único fator a influenciar o peso, mas antes o estilo de vida adotado, num todo.

Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, reforça esta ideia. Diz ao “DN” que os resultados não são “surpreendentes”, uma vez que é natural que quem anda de bicicleta regularmente esteja em melhor forma do que quem anda de carro.

“Enquanto na maior parte das capitais europeias há muito o hábito de andar de bicicleta, em Portugal isso não acontece tanto na vida diária. É mais por lazer ou desporto”, diz, justificando este facto com a falta de ciclovias e com as características geográficas do País, marcado pelas inclinações acentuadas, com muitas subidas e descidas.