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Alimentação Saudável

5 regras (e receitas) para não desperdiçar comida lá em casa

Este é ano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, por isso a NiT pediu ao nutricionista Gonçalo Guerra para nos ajudar a resolver este problema doméstico.

Desperdiçar comida não é só deixar restos no prato. Quando deitamos fora talos de legumes, cascas de frutas ou comida que achamos que já está quase estragada, também estamos a contribuir para esse desperdício. E daqui resultam consequências graves, que têm impacto em vários setores — alguns deles improváveis — da sociedade. Mas antes de lá chegarmos, vamos conhecer alguns dados.

“Segundo um estudo sobre Desperdício Alimentar realizado em 2012, desperdiçam-se cerca de 1031 mil toneladas de alimentos por ano”, explica à NiT Gonçalo Moreira Guerra, vice-presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN). Deste número, 324 mil toneladas provêm da “má gestão alimentar em casa”. De acordo com o especialista, o pão, os produtos hortícolas e a fruta são os produtos que mais vão parar desnecessariamente ao lixo.

O primeiro impacto do desaproveitamento da comida recaí sobre o ambiente: “Todo o processo de produção de alimentos induz a algum impacto ambiental, seja pelos recursos hídricos que necessita, seja pelo consumo de energia ao nível do processamento industrial, ou pela pegada de carbono até chegar ao consumidor., explica.

Ou seja,“se os alimentos não forem consumidos, todos estes gastos terão sido em vão. “Por outro lado, há ainda consequências a nível económico, porque muitos alimentos do mercado acabam por não serem comercializados e, assim, não se cobrem os gastos a que a produção obrigou.”

Por último, há as consequências nutricionais. De acordo com Gonçalo Guerra, “temos também de pensar nos nutrientes existentes nos alimentos e que estamos a desperdiçar.”Este pensamento será válido para os alimentos que são desperdiçados por inteiro, mas também para aqueles que são desperdiçados apenas em parte, como cascas, talos, ou folhas, que também têm também uma riqueza nutricional interessante.

Em Portugal estima-se que se desperdicem “cerca de 17% das partes comestíveis dos alimentos produzidas para consumo humano”. Apesar deste numero ser inferior à média Europeia, é preciso agir. Como? Tudo começa com gestos simples que podemos aplicar em nossas casas. Gonçalo Moreira Guerra deixa cinco dicas úteis. Depois, ainda nos deixou seis receitas perfeitas para utilizar os restos de comida.

Toma nota das dicas do especialista:

1. “Planeie as refeições e elabore a lista de compras para adquirir apenas o essencial; Consulte o prazo de validade de todos os produtos no ato da compra, escolhendo os de prazo mais alongado.”

2. “Conserve de forma adequada os alimentos na sua despensa, frigorífico ou congelador, para evitar que se deteriorem com facilidade.”
3. “Confecione as refeições nas quantidades adequadas para cada pessoa, seguindo métodos culinários saudáveis.”
4. “Aproveite as folhas e talos (couves, alho francês, nabo, couve-flor, brócolos) ou cascas de alimentos (courgette, cenoura, batata, banana) para incorporar nas próprias confecções culinárias, molhos, bases de sopas, caldos ou sobremesas; Use as espinhas dos peixes, cascas dos mariscos ou ossos das carnes para confeccionar caldos e para aromatizar outros pratos.”
5. “Aproveite as semente de alimentos como a abóbora, o melão, a melancia ou o tomate, previamente secas no forno, para colocar em saladas, arroz, assados ou para juntar ao iogurte ou a batidos.”

Para conhecer as seis receitas que vêm incluídas no e-book relacionado com o desperdício alimentar da APN, carregue na imagem acima.