Televisão

Crítica: Tina Turner e a “A Guerra dos Tronos” também passaram pela final da Eurovisão

A NiT analisou ao pormenor todos os momentos do programa mais visto do ano em Portugal.

Netta levou embora a Eurovisão (provavelmente para sempre).

Portugal organizou a Eurovisão pela primeira vez e o espetáculo foi coerente. Não houve grandes aberrações, a votação foi renhida até ao fim mas acabou por confirmar a vitória previsível de Israel — apesar de Hélder Reis, um dos comentadores da RTP1, fazer questão de desejar boa sorte a todos os participantes antes de cada atuação, um incentivo que tiveram de ser os espectadores a ouvir 26 vezes —, foram mais de três horas de um espetáculo que, além da música, serviu para promover o turismo português, com imagens maravilhosas de todo o País.

Este sábado, 12 de maio, passaram pela Altice Arena, em Lisboa, os primos de Rammstein, a filha renegada de Tina Turner e o concorrente da Dinamarca, que até mostrou aos diretores de casting de “A Guerra dos Tronos” que está pronto para marchar nas batalhas da última temporada da série. Como assim, não viu nada disto? A NiT analisou ao pormenor a final do concurso.

As atuações portuguesas

A emissão abriu com fado e as vozes de Ana Moura e Mariza. É certo que marca mais portuguesa não há, mas começar assim aquele que pretende ser o espetáculo de música mais dinâmico do ano não lhe dá muito balanço. Houve depois o desfile das bandeiras e dos intérpretes ao som de Beatbombers e, já depois de apresentados todos os concorrentes, atuaram Branko, Sara Tavares, Plutónio, Dino D’Santiago e Mayra Andrade com uma homenagem a Lisboa. Para lá de Vilar Formoso, ninguém percebeu uma palavra mas para nós foi bonito.

O regresso de Salvador Sobral

Primeiro apresentou “Mano a Mano”, com Júlio Resende ao piano. Depois juntou-se a ele Caetano Veloso e os primeiros acordes de “Amar Pelos Dois” chegaram para deixar toda a gente a chorar (ou muito perto disso, de certeza). Que momento bonito, tanto que o músico brasileiro nem conseguiu cantar sozinho, deixando o público acompanhá-lo. Foi, de longe, o momento mais arrepiante da noite. Não dava para dar novamente a vitória a Salvador Sobral?

As apresentadoras

Na última semana vimos Catarina Furtado muitas vezes com mais pele à mostra do que as outras três apresentadoras, Daniela Ruah, Sílvia Alberto e Filomena Cautela. Sinceramente não se percebe para quê, ela é linda, um mulherão, não precisa de se esforçar tanto. Sempre vestidas por designers portugueses, há que referi-lo, houve dois modelitos de sábado à noite que não favoreceram ninguém. Catarina Furtado fugiu a Nuno Baltazar antes que ele tivesse tempo para costurar a parte da frente do vestido e Filomena Cautela angariou todas as cápsulas da Nespresso de lá de casa, de amigos e das ilhas para que a dupla Alves/Gonçalves fizesse o primeiro modelo que vestiu. De resto, twelve points (ou douze points) para a apresentação desta final.

 

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

NiTfm

AGENDA NiT