Televisão

“The Eddy”: a primeira série do criador de “La La Land” está a chegar à Netflix

Damien Chazelle também foi o responsável por “Whiplash” e esta é uma história passada no circuito do jazz em Paris.
Tem oito episódios.

Em “Whiplash — Nos Limites”, Damien Chazelle levou-nos até uma escola de jazz onde um aluno descobre o quão exigente e difícil pode ser um professor que não olha a meios para explorar o potencial dos seus aprendizes. Foi considerado um dos melhores filmes de 2014 e venceu três Óscares.

Apenas dois anos depois, fomos transportados até Los Angeles, num musical jazzístico em que um pianista e uma atriz se apaixonam. “La La Land: Melodia de Amor” levou para casa seis estatuetas douradas dos Óscares (e estava nomeado para muitos outros).

Agora, chega o novo trabalho de Damien Chazelle em que a música volta a ocupar um papel central na narrativa. Falamos de “The Eddy”, produção da Netflix que chega à plataforma de streaming já esta sexta-feira, 8 de maio.

Este drama de oito episódios passa-se no circuito do jazz em Paris, em França, e Eddy — o título do projeto — é o nome de um clube dedicado a este género musical.

O grande protagonista é Elliot Udo (André Holland), um antigo pianista de Nova Iorque que já não está nos seus dias de glória, e que é dono do The Eddy — um espaço que está com dificuldades em sobreviver. Além disso, o seu parceiro de negócios, Farid (Tahar Rahim), fez alguns acordos duvidosos e agora estão a dever dinheiro a pessoas perigosas.

Elliot não pode contar nada à polícia, porque se não o clube será definitivamente fechado. No meio disto tudo, a filha de Elliot, Julie (Amandla Stenberg), muda-se para Paris para viver com ele, o que vai dificultar as coisas.

Tudo isto é intersectado com muita música, claro, e tocada por músicos reais. A atriz Joanna Kulig interpreta Maja, a vocalista da banda residente do The Eddy, e o caso amoroso de Elliot.

Apesar de a ação se passar em Paris, não existe um lado romantizado da capital francesa, como poderia acontecer. Não há nenhum apartamento de qualquer personagem com vista para a Torre Eiffel, nem longos (e românticos) passeios à beira do rio Sena.

O objetivo foi mostrar um lado mais realista da cidade, e são vários os imigrantes muçulmanos que compõem as personagens mais secundárias. Aliás, apesar de a língua central do enredo ser o inglês, há falas em árabe, francês e polaco, entre outras.

É mostrado como nas ruas de Paris é possível ouvirmos em poucos metros jazz, rap, batidas de inspiração africana e uma multiculturalidade saudável, que também é celebrada aqui, apesar de não se esconderem os problemas naquele ecossistema da cidade.

O elenco inclui ainda Leïla Bekhti, Vincent Heneine, Randy Kerber, Liah O’Prey, Melissa George, Richard Keep e Ludovic Louis, entre outros.

O guião foi escrito por Jack Thorne, da série da HBO “Mundos Paralelos”. O multipremiado Glen Ballard é o responsável pela banda sonora do projeto. A ideia original da história, porém, veio do produtor Alan Poul.

As críticas já publicadas, como se pode ver no site especializado Rotten Tomatoes, têm sido entre o medianas e o positivas sem existir uma grande aclamação generalizada.

Carregue na galeria para conhecer outras novidades da televisão (e do streaming) para este mês de maio.

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