Televisão

“Pesadelo na Cozinha”: Leonel diz que teve de fingir que era o Nicolas Cage

O dono do restaurante O Histórico conta à NiT que fez de propósito "o papel de coitadinho" durante as gravações.
Leonel Carvalho abriu o negócio há pouco mais de um ano.

O Histórico é provavelmente o restaurante do “Pesadelo na Cozinha” com menos problemas de sempre, mas isso não significa que seja um negócio exemplar. Fica na Marinha Grande, abriu há pouco mais de um ano e esteve em destaque este domingo, 15 de dezembro, no terceiro episódio da terceira temporada do programa da TVI conduzido por Ljubomir Stanisic.

O dono e cozinheiro, que pediu ajuda ao programa, chama-se Leonel Carvalho. É conhecido por Léo ou, como acontece na Marinha Grande, por Nicolas Cage — Leonel é parecido fisicamente com o famoso ator americano. O dono d’O Histórico usa mesmo a palavra “sósia” e diz que, apesar de ao longo dos anos terem ficado menos parecidos, ainda têm várias semelhanças.

A história não fica por aqui. Antes do restaurante, Leonel já teve na Marinha Grande uma pastelaria de sucesso que estava decorada com fotos de Nicolas Cage na parede. “As pessoas achavam que era eu”, conta à NiT. “Eu até dava autógrafos.” A primeira vez que reparou nas parecenças foi através de um irmão, que estava a ver um filme na televisão com Cage. “Está aqui um gajo que é mesmo parecido contigo.”

Bem, a verdade é que as semelhanças com Nicolas Cage foram determinantes para esta participação em “Pesadelo na Cozinha”. Isto porque Leonel Carvalho já tinha aparecido várias vezes na televisão portuguesa. O proprietário d’O Histórico foi convidado em programas de Carlos Cruz, Fátima Lopes e Júlia Pinheiro — precisamente por ser sósia de Nicolas Cage.

Por isso mesmo, quando a filha de 19 anos, Raquel, lhe sugeriu que, para ajudar os problemas no restaurante, uma boa solução poderia ser chamar a equipa de “Pesadelo na Cozinha”, ele até gostou da ideia. “A minha filhota achou que eu estava a precisar de uma ajuda.”

Ao contrário da maioria dos espaços, o problema para a falta de clientes e as dificuldades financeiras não eram a má qualidade da comida — ou a carta demasiado confusa e carregada de opções diferentes. O grande problema era a desorganização e o tempo que os clientes tinham de esperar para que os seus pratos chegassem à mesa — mas isso até acontecia por um bom motivo.

O espaço não sofreu grandes alterações depois do programa.

“Quis sempre produzir comida fresca. Não trabalho com arcas congeladoras, só tenho uma arca pequena e é para mariscos selvagens. Com material fresco não é fácil termos capacidade de resposta em tempo útil, as pessoas querem almoçar rapidamente para irem trabalhar. E um dos grandes problemas do restaurante era não conseguir entregar a comida a tempo e horas. Porque eu não sabia conciliar as coisas.”

Leonel trabalhava com uma cozinheira e diz que uma das suas grandes “embirrações” tinha a ver com o facto de não haver “sítio para guardar a comida” que sobrava. “Com toda a pressão a cozinheira acabou por ir embora, e tive de ficar eu a cozinhar.”

Todos os dias Leonel compra comida — a carne é adquirida num talho a poucos metros d’O Histórico —, e os produtos vêm do mercado local. Ou seja, nada mudou em relação aos ingredientes frescos.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

NiTfm

AGENDA NiT