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Fizemos uma visita guiada ao lado secreto da casa do “Big Brother 2020”

De um lado vivem os concorrentes, no outro trabalha a produção. Quase todos os dias há fãs que tentam ver os ídolos na propriedade da Ericeira.
Esta é a vista junto do terraço.

Trata-se de uma edição histórica do “Big Brother” aquela que está prestes a terminar na TVI. A última gala desta temporada acontece na noite deste domingo, 2 de agosto. Mas já começaram os castings para uma nova versão do reality show, chamada “Big Brother — A Revolução”, que ainda não tem data de estreia.

Além de celebrar os 20 anos do programa, esta edição aconteceu pela primeira vez numa casa diferente daquela que fica nos estúdios da Venda do Pinheiro — e teve que lidar com uma pandemia global, o que dificultou todo o processo. 

A NiT acompanhou uma gala nos estúdios da Venda do Pinheiro a partir dos bastidores — onde também entrevistámos o apresentador Cláudio Ramos — e alguns dias depois fomos até à Ericeira, a cerca de 20 minutos de carro dos estúdios, para conhecer a famosa casa.

A propriedade Kasa do Futuro, que pertence ao treinador de futebol Carlos Azenha, é descrita como a casa mais inteligente de Portugal — e já explicámos como é que a residência se tornou na mansão do “Big Brother”. Desta vez, fomos conhecê-la ao vivo e fazer uma visita guiada aos nossos leitores.

A habitação fica em Ribamar, um pouco a norte do centro da Ericeira. Apercebemo-nos de que estamos mesmo a chegar quando começamos a ver as famosas avionetas no céu — aquelas que transportam mensagens para os concorrentes. “No final o meu amor vence sempre, my love DG” ou “Dicath we will stand by you, força” foram algumas das que vimos passar por cima da propriedade.

A produção alugou a casa de Carlos Azenha.

A entrada é imponente, com um enorme portão e uma pequena porta para acesso pedonal, mas também reservada — não dá para ver praticamente nada do que está por dentro do terreno. À porta, uma equipa de seguranças assegura que ninguém entra sem ter a devida autorização.

A NiT assistiu a um grupo de fãs do reality show tentar espreitar para dentro da casa e para talvez até tentar trocar algumas palavras com os concorrentes, mas os seguranças garantiram que os fãs voltavam para trás e se mantinham longe da propriedade. “Todos os dias é assim”, diz-nos um dos seguranças.

Os seguranças medem a temperatura de todas as pessoas que entram na casa e asseguram que toda a gente usa uma máscara de segurança e que desinfeta às mãos à entrada. Esta casa é onde os concorrentes estão a viver desde meados de maio, sim — depois de duas semanas num hotel, na versão inicial “BB Zoom”. Mas também é onde a produção trabalha intensivamente, durante 24 horas por dia, com turnos de 12 horas e dezenas de pessoas a trabalhar.

Por isso mesmo, é preciso fazer pouco barulho, para que os concorrentes do outro lado da casa não oiçam a produção — e é fulcral saber em cada momento onde está cada concorrente, especialmente para quando é necessário entrar dentro de alguma área da casa para deixar algum adereço ou algo do género.

Obviamente, a propriedade está dividida em dois — para que os concorrentes nunca tenham contacto com nenhum elemento da produção. A casa foi dividida a meio e algumas divisões foram modificadas para se ajustarem às necessidades da produção. Por exemplo, a garagem de Carlos Azenha é agora uma das salas de catering. O salão de jogos e ginásio caseiro é agora a régie. A pequena sala para as crianças do treinador de futebol poderem brincar é agora o posto do responsável técnico. E há duas divisões no interior da residência que não são usadas de todo.

“Nós tivemos uma equipa de scouters e de produção à procura de espaços porque não queríamos ficar no mesmo sítio. Andámos cerca de dois meses à procura de casas, porque estávamos à procura de muitas características, tanto para ter lá os 20 concorrentes, como também a nível técnico”, explica à NiT a diretora de produção, Maria João Freitas.

Maria João Freitas faz reality shows há 20 anos.

“Estivemos à procura na Internet, através de imobiliárias, de amigos dos amigos, aqueles meios normais de procura de casa, casas disponíveis para aluguer — e além do espaço interior também era muito importante o espaço exterior. Não podíamos ter vizinhos muito perto, não podemos estar muito perto das estradas principais. Não conseguimos encontrar a perfeita, mas esta, de todas as que procurámos — e vimos bastantes, falámos com imensas pessoas e agências imobiliárias —, de todas as que vimos esta foi a que estava mais perto.”

Maria João Freitas, que trabalha nos reality shows produzidos pela Endemol desde o primeiro “Big Brother” (que foi um enorme sucesso de audiências em 2000), diz que a ideia era ter uma casa diferente, mais virada para a modernidade. “E tem uma vista fantástica.”

Nos outros reality shows, à volta da área ocupada pelos concorrentes havia uma série de espelhos falsos num corredor técnico — onde os operadores de câmara se encontravam sempre a filmar o que acontecia dentro da casa. Desta vez, não há operadores, tudo é robotizado — há 56 câmaras na propriedade que são controladas à distância a partir da régie.

As galas de domingo podem ser o grande destaque semanal do reality show, mas o programa é muito mais do que isso. Está em constante transmissão na TVI Reality, e há vários formatos na TVI ao longo da semana, que vão mostrando o dia a dia dos concorrentes.

“A casa é muito grande, então tivemos que tapar algumas divisões, para também ter a nossa parte técnica, algumas modificações estruturais para reduzir a casa. Tivemos que montar uma estrutura para instalar as câmaras e a iluminação. Temos uma ligação bastante boa com o proprietário, não houve pedidos nenhuns da parte dele. Com a pandemia tivemos que fazer muitas modificações para arrancarmos com o projeto. Acrescentámos estruturas por causa da pandemia. Tivemos que pôr acrílicos na régie, acrescentámos mais um espaço para o catering. Houve esta preocupação do nosso lado. Tivemos consultores que nos deram indicações de como devíamos fazer com a equipa e os concorrentes.”

A casa está alugada até ao final do ano e é onde vai acontecer a próxima edição, “Big Brother — A Revolução”, que deverá estrear depois do verão e se deve prolongar até ao fim de 2020. “O nome já indica alguma coisa, mas não posso dizer mais nada.” Há vários elementos decorativos que serão alterados, mas as principais mudanças terão a ver com os desafios e a dinâmica mais competitiva que vai ter esta próxima versão do reality show.

Carregue na galeria para fazer a visita guiada da casa do “Big Brother 2020”.

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