Televisão

Carolina Patrocínio: “Queremos trazer as pessoas do digital de volta à televisão”

A apresentadora falou com a NiT sobre “What’s Up”, a nova aposta da SIC Mulher. Estreia esta sexta-feira, 3 de julho.
O programa dura pelo menos até ao final do ano.

Chama-se “What’s Up” e é o novo programa apresentado por Carolina Patrocínio na SIC Mulher. Descrito como um “magazine de lifestyle dos tempos modernos”, em que são abordados vários temas mais próximos do universo feminino, a estreia acontece esta sexta-feira, 3 de julho, a partir das 14h30.

Será um programa semanal, que vai procurar estar atento à atualidade, e que terá sempre um convidado: a primeira, cuja participação pode ver já esta tarde, é a atriz Cláudia Vieira.

No entanto, Carolina Patrocínio já revelou à NiT que João Manzarra e Diana Chaves serão outras das figuras públicas ligadas à SIC que vão participar em “What’s Up” — que vai ter uma forte interação com o público. Leia a entrevista sobre a nova aposta da SIC Mulher.

Como é que descreveria este novo programa?
É um programa muito centrado no universo feminino, sobre os mais variados temas da atualidade, com convidados diferentes todas as semanas, com conteúdos muito práticos — é um programa muito virado para a parte mais prática da vida, com dicas e truques sugeridos por mim. Ou seja, baseados na minha vivência, na minha personalidade, na forma como lido com determinadas situações. E por isso é um programa que tem esse cunho muito pessoal, no sentido em que partem de mim os temas, e faço essa partilha com o espectador. Será um programa muito interativo, temos um número do WhatsApp ativo, ao longo da semana, em que vamos pedir para as pessoas contribuírem com ideias, perguntas que gostassem de ver respondidas nos episódios seguintes, ou comentários sobre o próprio programa. Tem essa interação muito próxima de uma vertente mais digital — e daí o nome do programa ser “What’s Up”. 

Que tem tudo a ver com a interação que vai existir no programa.
Exatamente, e também é muito geracional: queremos trazer as pessoas que estão mais no digital de volta à televisão. A SIC Mulher tem já um público muito firme, e portanto é apanhar toda essa geração. E responder às dúvidas das mulheres, todos os temas que possam interessar no universo feminino.

Que temas é que vão ser abordados?
No primeiro programa vamos abrir com um conteúdo muito atual, muito forte, de bodyshaming. Vamos dar dicas práticas e úteis de como usar shapewear, de como é que as mulheres podem tirar maior partido das suas formas. Depois temos vários temas, como nutrição, exercício físico, desde decoração a viagens, animais… Em termos do que se pode ou não falar, a linha é muito abrangente. Nunca teremos por base entrevistas com os convidados, mas sim conversas. Troca de ideias, partilha de episódios engraçados, ou seja, nunca é uma entrevista.

Cláudia Vieira é a primeira convidada.

Os convidados vão ser especialistas nos temas?
Não, serão figuras públicas, acima de tudo — com alguns apontamentos mais técnicos, se assim o justificar, tendo em conta o tema. Vamo-nos basear muito na atualidade, por isso semana após semana vamos acompanhar o que se passa no País e no mundo, e por isso vamos ter convidados direcionados consoante os temas, sim.

Já pode revelar alguns dos convidados?
Sim, vamos ter as caras principais da SIC, como a Cláudia Vieira, a Diana Chaves, o João Manzarra, várias pessoas. Ainda não temos os programas todos fechados.

Como é que surgiu a ideia para o programa?
A ideia surgiu por parte da direção de programas da SIC, do Daniel Oliveira. Neste momento há uma reformulação da grelha da SIC Mulher, com muitas novidades. Esta semana estreia também outro programa em grelha, não apresentado por mim. Portanto faz parte deste projeto da renovação da SIC Mulher, com conteúdos novos, com cara fresca, novas apresentadoras que estavam no canal generalista e voltam agora à SIC Mulher, e com programas para todas as faixas etárias e de outras temáticas também. Foi nesse enquadramento que me chamaram, para dar o meu cunho pessoal, digital. Falar também nas minhas plataformas. São canais muito interessantes na SIC.

O programa em si vai incidir mais nas próprias conversas ou terá outro tipo de conteúdos, com partes gravadas no exterior, por exemplo?
Temos uma abordagem muito criativa, não nos queremos balizar. Poderemos fazer peças no exterior, podemos ter entradas de convidados em vídeos gravados, temos essa interação ao vivo por WhatsApp que faremos num plasma. Poderemos incluir conteúdos dos mais variados temas. Aliás, muitas vezes o programa vai começar com um twist diferente de bastidores, em que mostramos os convidados a serem preparados, ainda antes de entrarem em plateau. Acho que é sempre interessante os espectadores poderem assistir a essa parte menos vista, têm curiosidade para ver o que se passa momentos antes da contagem decrescente do “está no ar”. 

Já existe um número fechado de episódios?
Será até ao final deste ano, seguramente. Depois, é um programa que tem todos os ingredientes para podermos continuar, se correr bem, se as pessoas o aceitarem bem.

A pandemia alterou muito a forma como trabalham?
Alterou em grande parte no método de trabalho, ou seja, na parte operacional dos convidados, das distâncias de segurança que têm de ser cumpridas, de todos os métodos de entrada no estúdio e todos os protocolos. Há muitas normas que têm de ser seguidas, o que dificulta muitos momentos do programa. Seja de marcações em estúdio, para as pessoas não se cruzarem, para não estarem tão próximas como estariam em ambiente televisivo. O uso de bastidores, os camarins que já não podem ser partilhados… Quem trabalha em televisão sabe que é um mundo novo nesse aspeto, com muitas novas dinâmicas a terem de ser cumpridas. No início é estranho, depois uma pessoa vai-se adaptando. O ambiente televisivo por si só já aglomera muita gente. Há sempre um convidado que traz alguém, ou um fotógrafo ou alguém do guarda-roupa. Havia um grande facilitismo antigamente, por assim dizer. Hoje em dia isso não pode acontecer, não há lugar para imprevistos, para visitas, para convidados não esperados. Tem de ser tudo muito mais tabelado.

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