Teatro e exposições

Pedro Teixeira da Mota: “A vantagem de ser humorista é que nada é uma seca”

Mas diz que não consegue viver a 100%. Prepara-se para atuar no Coliseu dos Recreios — tem três salas esgotadas à sua espera.
O humorista tem 25 anos.

Com apenas 25 anos, Pedro Teixeira da Mota já é um nome incontornável no mundo efervescente da comédia portuguesa. Esta sexta-feira, 1 de novembro, estreia-se no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, para apresentar o seu segundo espetáculo a solo de stand-up comedy, “Caramel Macchiato”.

A sala esgotou em apenas uma semana — mas o melhor é que no sábado, dia 2, há outras duas atuações no mesmo local, para as quais também já não existem quaisquer bilhetes há vários meses. São números que servem para confirmar a popularidade e o impacto que tem este jovem humorista.

Começou como adolescente a fazer piadas no Twitter, mais tarde entrou na febre dos vídeos curtos do Vine. O primeiro passo mais sério foi quando formou o grupo Bumerangue — que hoje em dia seria um supergrupo — com Carlos Coutinho Vilhena, Guilherme Geirinhas e Manuel Cardoso.

A primeira atuação aconteceu em 2014, para um Chapitô com 70 pessoas. Passados cinco anos, Pedro Teixeira da Mota está a fazer tours nacionais e a esgotar salas de espetáculos tão icónicas como o Coliseu dos Recreios. Tem um talkshow online chamado “Erro Crasso” com Luís Franco-Bastos e um dos podcasts mais ouvidos do País, “ask.tm”.

Em conversa com a NiT, fala sobre esta fase de grande liberdade na vida, do novo espetáculo e conta o que a família pensa da sua comédia. Leia a entrevista.

Que temas procurou abordar neste segundo espetáculo a solo de stand-up?
Sinceramente, eu não procurei abordar temas. Eles foram aparecendo, de histórias do último ano ou ano e meio. Por exemplo, estou a viver sozinho — isso é um tema. Fiz uma viagem aos Estados Unidos, e há outros temas que estão por lá [risos]. Mas basicamente foram coisas engraçadas que me aconteceram.

E para criar piadas sente a necessidade de ter experiências de vida que possam originar as tais histórias ou coisas engraçadas?
Sim, às vezes há coisas que não me apetece fazer, mas bora. Porque pode aparecer alguma coisa de lá — viver para contar. Bora fazer coisas. Ganhei um bocado disso por causa do meu trabalho. Não é que não fosse aventureiro, mas agora tenho um impulso extra, porque podem acontecer coisas bacanas. Seja para um story, para o podcast ou para o stand-up. E há histórias interessantes que vão para o podcast, mas se forem do nível acima guardo para o stand-up. 

Apesar de todos esses temas aparecerem de forma natural, porque no fundo é a sua vida, procurou ter algo específico que fosse diferente do primeiro espetáculo, “Impasse”?
Como o tempo passa e a minha maneira de ver as coisas também muda, naturalmente o material vai mudar um bocado. Há coisas que vejo no “Impasse” que penso que já não diria da mesma maneira. Ou não falaria de tal tema. Mas a mudança acontece naturalmente.

Neste momento falta um dia para o primeiro espetáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. No sábado são mais dois. Está muito nervoso neste momento?
Neste momento, sinceramente, estou zero. Eu nunca fico muito nervoso antes dos espetáculos, no máximo dois minutos antes dá-me aquele rush, mas não é de nervosismo, é de entusiasmo, de pica. Por acaso gostava que me filmassem na altura porque não sei bem como estou. Mas sinceramente estou confiante, apesar de ser uma sala bué grande e eu nunca ter feito isto. 

O primeiro solo, “Impasse”, tem mais de um milhão de visualizações no YouTube.

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