Teatro e exposições

A nova galeria de Lisboa fica em Santos e tem todos os tipos de arte

Acolhe obras que vão desde a pintura à fotografia, passando pela cerâmica, bordados ou outras instalações.
O espaço tem pinturas, fotografias ou ilustrações, entre outros.

O número 102 da Calçada Marquês de Abrantes, em Santos, Lisboa, já teve muitas vidas desde que o prédio foi construído, em 1789. Foi, durante longas décadas uma mercearia, depois foi oficina, mais tarde uma biblioteca genealógica. Catarina Pombo Nabais conheceu o espaço como um atelier de arquitetura e há um ano ficou com ele.

A Oficina Impossível já existia noutra zona da cidade, na Fábrica Braço de Prata, em Marvila, desde 2008. No ano passado, instalou-se então em Santos, como atelier e loja de arte e artigos vintage. A 24 de janeiro, depois de algumas semanas encerrado, reabriu definitivamente como galeria de arte.

Catarina Pombo Nabais, formada em Filosofia e História da Arte, é a responsável e curadora do espaço de dois pisos. No andar de baixo (com cerca de 100 metros quadrados) fica a galeria de arte, no de cima existem salas para residências artísticas e que possam servir de atelier para os vários artistas que compõem esta Oficina Impossível. 

“É uma galeria que pretende ser eclética, não tem género específico: tanto pode ir do concetual ao kitsch, pode ter várias técnicas e performances”, explica Catarina Pombo Nabais à NiT. Ou seja, tanto pode haver trabalhos de fotografia como pintura, cerâmica, instalações, ilustrações, bordados ou quaisquer outro tipo de peças.

“O que faço questão que haja é uma linha mais acessível de arte. Não me revejo no lado mais elitista ou intelectualista da arte e quero que haja peças para todos, dos 40€ aos 10 mil euros.”

As peças podem ir dos 40€ aos dez mil euros.

A primeira exposição, “12+1: A Primeira Vez”, que está disponível no espaço — com as respetivas peças à venda —, é composta por trabalhos de Air_Billy, Clo Bourgard, Black Mendes, David Reis Pinto, Dedo Mau, Jacky Cavallari, Joana Pimenta Oliveira, Lourenço Lomelino, Rolando Marcolini Jr, Patrícia Mesquita, Rita Dias e Zandlou.

Catarina Pombo Nabais explica que quer ter pelo menos três exposições por ano, sem qualquer tipo de formato fixo — ou seja, a próxima mostra pode ser individual, caso se justifique. A Oficina Impossível pode ser visitada de quarta-feira a sábado entre as 15 e as 19 horas. A entrada é livre.

O projeto começou em 2008 em parceria com a irmã formada em bioquímica, que também é especialista no ofício de conservação e restauro e tinha um atelier (que agora fica em Campo de Ourique). Tinham uma sala na Fábrica Braço de Prata, espaço devoluto transformado em centro cultural pelo pai de ambas, o professor e filósofo Nuno Nabais.

Carregue na galeria para ver mais imagens do espaço.

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