Música

Roberta Medina, e “Se a Vida Começasse Agora”?

A vice-presidente do Rock in Rio responde à questão no dia em que o festival tem uma emissão na televisão, rádio e online.
O Rock in Rio Lisboa regressa em 2021.

Este sábado, 27 de junho, ia ser um dos dias em que o Parque da Bela Vista se ia encher de milhares de pessoas na edição deste ano do Rock in Rio Lisboa. Porém, a pandemia obrigou a que o evento fosse adiado para o próximo ano.

Ainda assim, a organização quis assinalar a data com uma emissão especial chamada  “Se A Vida Começasse Agora” (como na letra do hino do Rock in Rio), que arranca pelas 17 horas. Será conduzida por João Paulo Sousa, Rita Camarneiro e Ana Ventura.

O programa terá 180 minutos e poderá ser acompanhado na SIC Radical, no site oficial do festival (e nas respetivas redes sociais) além de haver várias intervenções das rádios Renascença, RFM e MegaHits, que irão transmitir excertos.

Vai incluir atuações de Agir, D.A.M.A, Bárbara Tinoco, João Pedro Pais e HMB. Pelo estúdio, vão passar vários convidados para recordar momentos especiais que aconteceram no Parque da Bela Vista ao longo dos anos. É o caso de Tim e Kalú (dos Xutos & Pontapés), Rui Massena, Nilton, Cláudia Vieira, Carolina Torres e David Carreira, entre outros.

Este programa vai revisitar os 16 anos de história do Rock in Rio Lisboa — desde episódios peculiares de bastidores a alguns dos melhores concertos no Parque da Bela Vista, sendo que também haverá momentos para antever a edição de 2021.

A emissão inclui ainda desafios interativos e jogos — como quizes — para os fãs que queiram participar em direto. Serão atribuídos vários prémios ao longo das três horas. Alguns deles são viagens para o Brasil para assistir à edição de 2021 (com estadia incluída, tour pela cidade do Rio de Janeiro e bilhetes VIP); bilhetes vitalícios para a edição lisboeta; e entradas VIP para a edição de 2021, entre outros.

De forma a assinalarmos a data, o ano tão atípico e o momento do Rock in Rio Lisboa, decidimos perguntar a questão a Roberta Medina, vice-presidente do festival.

E “Se A Vida Começasse Agora”?

“Este é um bom momento para fazer escolhas. Podemos escolher aproveitar esta paragem abrupta que a pandemia causou para olharmos para nós próprios e rever ou reafirmar escolhas passadas. Na vida corrida, não costumamos ter grande oportunidade para parar e pensar. Podemos aproveitar o momento para escolher quem e como queremos ser e estar na vida, o que decidimos deixar no passado, como vamos viver o presente e como vamos construir o nosso futuro.

Eu escolho dedicar-me à saúde — à minha e à de todos os que amo.

Eu escolho a família — os que realmente me importam e se importam comigo.

Eu escolho afastar da minha intimidade quem suga a minha energia.

Eu escolho consumir de forma consciente.

Eu escolho a diversidade.

Eu escolho colocar-me no lugar do outro para compreender as suas reações e escolhas.

Eu escolho ouvir, RiR, brincar, cantar, dançar, chorar, ser transparente, ser autêntica, pedir desculpas, elogiar, respeitar e me respeitar.

Eu escolho priorizar os profissionais e serviços de saúde de forma a serem acessíveis a todos. Todos somos únicos e insubstituíveis e por isso merecemos ser bem cuidados naquilo que nos faz mais vulneráveis — a vida. E aqui também não há substitutos, só os profissionais de saúde. 

Eu escolho priorizar a educação como ferramenta essencial para aprendermos a fazer escolhas.

Eu escolho valorizar a cultura como ferramenta de promoção e preservação das características únicas da nossa sociedade.

Eu escolho valorizar o entretenimento, a música, a pintura, a dança, o teatro e todas as formas de arte como instrumentos fundamentais para o bem-estar da sociedade.

Eu escolho valorizar a cultura e o entretenimento como grandes mobilizadores da economia do País: geram empregos, pagam impostos que constroem escolas, hospitais e muito mais.

Eu escolho valorizar a cultura como conteúdo fundamental para atrair turismo para o País, e turismo gera emprego, paga impostos que constroem escolas, hospitais e muito mais.

Eu escolho ser parte ativa da construção de um mundo melhor.

Eu escolho andarmos todos na mesma direção, numa só voz, numa canção.”

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