Música

Manel Cruz diz que nunca mais toca “nesta Casa da Música”

O vocalista dos Ornatos Violeta, que tem vários outros projetos, reagiu às notícias de precariedade vindas da instituição.
O irmão do músico trabalha na Casa da Música.

A Casa da Música, no Porto, tem estado envolvida numa série de polémicas face à forma como lidou com os seus trabalhadores neste período difícil de pandemia em que o espaço cultural teve de estar encerrado. Têm surgido acusações de dispensa de colaboradores que participaram numa vigília silenciosa, intimidação e represálias por parte da administração.

O músico Manel Cruz junta-se agora ao coro de vozes indignadas com a Casa da Música. Num texto publicado no Instagram, o músico portuense de 45 anos disse que nunca mais toca “nesta Casa da Música”.

“Não sei em que outra casa poderei tocar, um dia… mas sei de muita gente a quem confiaria a solução. Gente que vê na música uma forma de tornar os nossos filhos mais libertos e autónomos”, defende Manel Cruz. “Esses quero nas direções. Verdadeiros gestores, desses que apontam a longo prazo, e fazem o povo aprender e não ser ensinado.”

Manel Cruz apresentou o seu mais recente álbum, “Vida Nova”, num concerto na Casa da Música em abril do ano passado. O músico é irmão de Marcos Cruz, membro da equipa de conteúdos e comunicação do espaço, e um dos trabalhadores que têm liderado a contestação. Esta quinta-feira, 18 de junho, demitiu-se da administração o maestro José Luís Borges Coelho, em “desacordo solidário” sobre a forma como tem sido gerida a situação dos precários.

Marcos Cruz reagiu na sua página de Facebook: “Era o único administrador a quem nós reconhecíamos uma ação cultural, por sinal de extraordinário valor. Um homem que, aos 80 anos, teve a coragem de lutar do nosso lado, do lado dos ‘fracos’, por valores que não se vendem.”

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