música

Josh Rouse deu um concerto apaixonante no último dia do Super Bock em Stock

Foi o segundo dia do festival que levou muita música a vários palcos da Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Esteve no segundo dia do festival.

Felizmente, para os amantes de música e futebol, Gabigol marcou ao 92 minutos e evitou um prolongamento e fez com que muitos adeptos do Flamengo pudessem assistir ao melhor concerto da edição deste ano do Super Bock em Stock. Muitos deles ainda com a camisola rubro-negra.

Rouse foi uma adição de última hora ao cartaz deste ano, o próprio disse em palco que só soube deste concerto na semana passada. Ao contrário de outros nomes do festival, ele já tem uma notável carreira de 20 anos, sendo definitivamente um dos melhores “cantautores” (expressão portuguesa para um singer-songwriter) da nossa geração. Josh Rouse consegue atingir e agradar a um publico dos 20 aos 60 anos com enorme facilidade, como se viu pela audiência do concerto deste sábado, 22 de novembro. 

“She was feelin’ 1972,Groovin to Carole King tune, Is it Too Late baby, Is it too late?”. 

Foi com o calmo tema título do disco “1972”, de 2003, que Josh Rouse abriu o concerto de no Tivoli BBVA, sendo que à segunda música, alguém que estava sentado na primeira fila da plateia, se levantou para dançar e contagiou todo o publico que enchia a sala, que assistiu de pé e em ambiente de festa ao resto do (curto) concerto. Josh nasceu no Nebraska, mas vive em Granada, aqui bem perto, e devia visitar-nos mais vezes. Pelo menos era o que um fã dizia à saída na sala. 

O concerto teve algo de mágico, e eu já vi Josh algumas vezes, em sítios tão dispares como Londres, Paris ou Santa Maria da Feira. Mas com um set list baseado nos três álbuns mais marcantes da carreira – “1972”, “Nashville” e “Subtitulo”, bem como umas passagens pelo novo disco natalício “The Holiday Sounds of Josh Rouse“, e com um público tão apaixonado e contagiado pela música do norte-americano, o ambiente foi o ideal para celebrar o seu regresso a Lisboa. Temas como “Love Vibration”, “Sunshine”, “Comeback”, “Carolina”, “Winter in The Hamptons”, “It Looks Like Love” e a terminar “It’s The Nightime” foram cantados por todo o Tivoli BBVA, naquele que foi certamente o mais mágico dos concertos do Super Bock em Stock.

Outra da bandas que tinha muita curiosidade em ver foram os Viagra Boys, que depois de uma passagem pelo Porto no último Primavera Sound finalmente pisaram solo lisboeta para um concerto contagiante na Estação de Comboios do Rossio. Único senão: o som demasiado baixo. Mas os Viagra Boys confirmaram todo o seu potencial post-punk, cheio de humor negro e deboche, e aquele saxofone que nos leva para o universo de uns Morphine, e apresentaram o seu primeiro (e fantástico) disco “Street Worms”.

Suecos e liderados por Sebastian Murphy, que se apresenta tal como nos vídeos que podemos ver no YouTube, de tronco nu, todo tatuado, qual Iggy Pop transformado em hooligan de claque de futebol de segunda divisão, dando ares de quem pode ter um enfarte ou vomitar a qualquer momento – “apenas” cuspiu cerveja para o público, fizeram esquecer o frio.

Depois continuaram a aquecer a sala lotada com temas como “Sports”, com muita gente a acompanhar a “estranha” letra – Baseball / Basketball / Weiner dog / Short shorts”.

Foram as  minhas escolhas para esta noite, embora no Coliseu estivesse o rapper Slow J, e antes Oliver Pekk na Casa do Alentejo, que também me despertavam curiosidade. 

Dois dias de espetáculos, onde Josh Rouse e Micheal Kiwanuka foram os dois grandes concertos do festival.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

NiTfm

AGENDA NiT