Cinema

“Beautiful Boy”, com Steve Carell e Timothée Chalamet, vai partir-lhe o coração

Estreou em Portugal a 29 de novembro. E conta uma história real.

O filme já está nos cinemas de todo o País.

Não é o grande blockbuster do ano nem o filme que vai ganhar todos os prémios, mas desde que foi lançado o trailer de “Beautiful Boy” que há um burburinho de Óscares à volta deste filme. Foi até aplaudido de pé quando foi exibido no Festival de Cinema de Toronto. Estreou em Portugal a 29 de novembro.

Steve Carell, conhecido pelo seu humor e papéis cómicos, faz aqui uma personagem longe disso, desesperada e triste, a atravessar um momento muito difícil na sua vida: é o pai de um adolescente toxicodependente.

O seu filho é interpretado por Timothée Chalamet, a estrela de “Chama-me pelo teu Nome”. Esta é uma história real. O filme realizado pelo belga Felix Van Groeningen baseia-se em dois livros biográficos. Um deles foi escrito pelo pai, David Sheff, um jornalista veterano. É o que dá o título ao filme e foi inspirado na música “Beautiful Boy (Darling Boy)”, de John Lennon, que Sheff entrevistou com Yoko Ono pouco tempo antes da sua morte. O outro livro, chamado “Tweak”, foi escrito pelo filho, Nic Sheff.

Foram lançados em simultâneo em 2008 e tornaram-se ambos bestsellers. Cada livro mostra uma perspetiva diferente sobre esta história sobre toxicodependência — e todos os altos e baixos pelo caminho. Foram anos e anos de sofrimento emocional e financeiro. Mas“Beautiful Boy” não se centra propriamente na superação dos problemas, nem sequer na origem do vício das metanfetaminas, do álcool e de outras substâncias.

O filme foca-se sobretudo no longo intermédio entre a origem e o fim, a parte mais dura de todo o processo, que é intercalada com alguns flashbacks da infância de Nic. David tenta ajudar o filho de todas as formas em que consegue pensar, mas Nic tem recaídas constantes e tudo se torna desesperante. “Beautiful Boy” não tem propriamente um final feliz de cliché — mesmo que se revele o que aconteceu na realidade — e não esconde o lado mais negro da toxicodependência.

Este é um filme que promete abordar um assunto com que muita gente se depara — em 2017 foi batido o recorde nos EUA e morreram 72 mil pessoas de overdose —, mesmo que esta seja uma versão caucasiana e de classe média alta. Claro que o resultado não é o mesmo para todos: como se diz no filme, internar um toxicodependente numa boa clínica de reabilitação nos EUA custa cerca de 35 mil euros. Por mês.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

NiTfm

AGENDA NiT