Cinema

“2001: Odisseia no Espaço” volta aos cinemas, 50 anos depois da estreia

Christopher Nolan leva a obra-prima de Stanley Kubrick ao Festival de Cannes, mas não fica por aí.

O filme venceu o Óscar de Melhores Efeitos Visuais.

É considerado uma obra-prima do cinema, daquelas que influenciaram durante décadas (e continuam a ter impacto) realizadores, produtores e atores, além de todos os fãs de ficção científica. “2001: Odisseia no Espaço” estreou há 50 anos, a 2 de abril de 1968, em Washington — só chegaria a Nova Iorque no dia 3 e a Los Angeles a 4 de abril.

No filme de Stanley Kubrick, que venceu o Óscar de Melhores Efeitos Visuais, a humanidade descobre um objeto artificial e misterioso que pode originar consequências graves. Partem numa aventura épica rumo a Júpiter para explorar o mistério, com o computador HAL 9000.

Para celebrar o aniversário redondo, o realizador Christopher Nolan vai levar ao Festival de Cannes, a 12 de maio, uma nova exibição de “2001: Odisseia no Espaço” — inserido num programa dedicado aos clássicos do cinema. Também é a primeira vez que Nolan vai ao prestigiado festival francês.

Será a estreia mundial de uma cópia do filme de 70 milímetros, feita a partir do negativo da câmara original, não restaurada, sem ter sido revista por especialistas nem ter sofrido quaisquer adaptações de efeitos visuais. Nolan acompanhou todo o processo da remasterização da cópia com a Warner Bros., que detém os direitos do filme.

Na sessão vão participar ainda a filha do realizador, Katharina Kubrick, e o seu cunhado, o produtor de cinema Jan Harlan, com quem trabalhou vários anos. Christopher Nolan vai dar no dia seguinte, 13 de maio, uma masterclass acerca do seu trabalho e da influência de Stanley Kubrick, de quem é um fã gigante, nos seus filmes.

“Uma das minhas primeiras memórias do cinema é ver ‘2001: Odisseia no Espaço’, de Stanley Kubrick, em 70 milímetros, no Leicester Square Theatre, em Londres, com o meu pai”, escreveu Nolan num comunicado.

Depois de Cannes, a nova cópia do filme vai ser exibida em vários cinemas espalhados pelos EUA — ainda não se sabe se chegará às salas europeias.

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