Televisão

Podem estar para breve mais episódios de “Making a Murderer”

As criadoras da série documental continuaram a gravar as conversas com Steven Avery e já estão em contacto com a sua nova advogada.

“Making a Murderer”, libertado pela Netflix a 18 de dezembro, foi um dos programas mais mediáticos dos últimos meses. No centro dos dez episódios desta série documental está Steven Avery, um norte-americano condenado e mais tarde exonerado de uma violação sexual e o seu segundo julgamento, em 2005, pelo homicídio da fotógrafa Teresa Halbach.

Durante dez anos Laura Ricciardi e Moira Demos acompanharam as sessões em tribunal, a vida familiar e os advogados deste caso. Com a atenção mediática, Steven Avery ganhou recentemente uma nova advogada, Kathleen Zellner, com quem as criadoras de “Making a Murderer” já falaram sobre a possibilidade de filmarem mais material.

Na nossa perspetiva esta história não está, obviamente, acabada. É a vida real e os casos deles (Steven Avery e o sobrinho, Brendan Dassey) estão pendentes. Não fazemos ideia de quando é que o magistrado vai tomar uma decisão no caso do Brendan. Sabemos que há duas potenciais saídas: que o juiz liberte o Brendan ou que peça um segundo julgamento. Pode haver desenvolvimentos significativos e nós gostaríamos de continuar a documentar isto”, explicou Laura Ricciadi durante uma conversa com a imprensa esta semana, em Nova Iorque.

Brendan Dassey foi considerado cúmplice de Steven Avery e condenado. Contudo, a manipulação das suas confissões, que fazem parte da série da Netflix, levantou muitas dúvidas. Apesar do sucesso do projeto, que acabou por relançar o caso, Laura Ricciardi e Moira Demos foram acusadas de parcialidade e de deixarem de fora das imagens informações importantes contra Avery. As criadores sempre garantiram que o que foi excluído não era relevante.

Não há data nem confirmação oficial sobre novos episódios mas as duas têm estado a gravar as conversas com Steven Avery para dar continuidade a “Making a Murderer”. O que pode atrasar o processo são as filmagens no Wisconsin, já que “há muita hostilidade em relação às duas”. “A teoria é que elas representaram o Wisconsin injustamente”, revelou Stephen M. Glynn, advogado civil de Avery.

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