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Depois das polémicas, o que vai acontecer a “SuperNanny”, da SIC?

Comissão de Proteção de Crianças denunciou possíveis “efeitos nefastos”, família envolvida não quer falar e a SIC emitiu um comunicado.

O cenário começa por ter miúdos indisciplinados e pais desesperados. Entra depois em ação uma psicóloga com o objetivo de implementar regras e dar à família ferramentas que ajudem a mudar o dia a dia. “SuperNanny” já foi transmitido em 15 países e chegou este domingo, 14 de janeiro, a Portugal. A estreia na SIC veio acompanhada de críticas.

Primeiro, nas redes sociais, vários espectadores mostraram-se incomodados com os métodos usados. Esta segunda-feira, 15, também a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) se pronunciou.

No texto, citado pelo “Jornal de Notícias”, pode ler-se que o formato é “um conteúdo manifestamente contrário ao superior interesse da criança, podendo produzir efeitos nefastos na sua personalidade, imediatos e a prazo”.

Dando continuidade a esta preocupação, a Comissão explicava ainda que tinha seguido para a Entidade Reguladora da Comunicação Social “um pedido de análise do conteúdo do programa”.

O primeiro episódio acompanha Patrícia Antunes, uma mãe divorciada, e a filha de sete anos, Margarida, que acumula birras, bate e é descrita pela psicóloga Teresa Paula Marques como “tirana”.

Contactada pela NiT para perceber qual foi a evolução desde as gravações de “SuperNanny”, Patrícia Antunes não quis prestar declarações enquanto a CNPDPCJ estiver envolvida no caso.

Da Comissão não foi possível obter nenhuma reação e perceber que medidas estão em curso. Já a SIC, que transmite o formato, resolveu emitir um comunicado.

O canal começa por enumerar as várias versões de “SuperNanny” em França, Alemanha, Espanha, entre outros, e garante que “são exemplos de países onde os padrões de proteção dos direitos dos menores não se revelam menos exigentes do que os existentes em Portugal”.

Assim sendo, “a experiência acumulada nesses países tem demonstrado que o ‘SuperNanny’ não gera efeitos negativos ou de censura em ambiente escolar e social, antes contribuindo para uma melhoria significativa da qualidade de vida familiar”, pode ainda ler-se na nota enviada às redações.

A emissão do formato é para continuar, uma vez que “foi produzido e é exibido na SIC no estrito cumprimento da lei aplicável, tendo sido obtidas as necessárias autorizações para o efeito”.

“SuperNanny” — que foi criado no Reino Unido, em 2004 — é produzido pela Warner Bros. TV Portugal, responsável também por “Apanha Se Puderes” (TVI) e “Portugueses Pelo Mundo” (RTP).