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Tudo o que precisa de saber sobre a última temporada de “Segurança Nacional”

A oitava temporada estreia na televisão portuguesa esta quarta-feira, 12 de fevereiro, com um regresso ao Afeganistão.
A temporada tem uma dúzia de episódios.

Após um intervalo de dois anos, em que a atriz protagonista Claire Danes teve um segundo filho, “Segurança Nacional” está de volta — e pela última vez. A produção da Showtime chega ao fim com a oitava temporada, que estreia na televisão portuguesa esta quarta-feira, 12 de fevereiro.

Ligue a Fox a partir das 23h05 para ver o primeiro capítulo — no total são 12, um por semana. Carrie Mathison regressa ao Afeganistão para a última temporada da série premiada que estreou em 2011.

A agente da CIA está a recuperar num centro de tratamentos, depois de ter sofrido um colapso mental durante os sete meses que passou numa prisão russa. Mathison é reposta no centro da ação pelo seu velho amigo e mentor Saul Berenson (Mandy Patinkin), que agora é conselheiro de segurança nacional do presidente americano Warner (Beau Bridges).

O objetivo da nova missão é negociar uma solução para o longo (e complexo) problema de segurança no Afeganistão, entre as autoridades do país e os talibãs. Naturalmente, o acordo de paz não corre como esperado e Mathison tem de tentar salvar o dia.

Ao mesmo tempo, os seus colegas suspeitam que talvez a agente da CIA tenha traído o seu país quando estava na prisão — e como ela está com a memória fragmentada, ela própria não tem a certeza de tudo o que aconteceu porque não se lembra.

“Amei a ideia de que a Carrie estivesse posicionada como uma potencial traidora — como o Brody”, disse a atriz Claire Danes em declarações à revista americana “Entertainment Weekly”, referindo-se às primeiras temporadas de “Segurança Nacional”, quando a narrativa girava em torno do regresso a casa de Brody, a personagem  que Damian Lewis interpretou nas primeiras temporadas da série.

“É um paralelismo perfeito e divertido para interpretar; ela está a lidar com stress pós-traumático e não sabe como narrar a própria história.” Ainda assim, Carrie está numa fase mental sem grandes crises, embora esteja a recuperar do trauma.

Ao mesmo tempo, esta temporada volta a centrar-se na realidade e atualidade geopolítica. Se “Segurança Nacional” acompanhou passo a passo os atentados que aconteceram na vida real no Paquistão — e também na Europa — desta vez acaba por mergulhar nas tensões entre a América de Donald Trump e o Médio Oriente.

A relação atribulada entre Carrie e Saul, que tanto mudou ao longo das temporadas, também tem o seu desfecho nesta temporada, que os produtores da série aproveitaram para acabar com todas as pontas soltas e conclusões que faltavam.

Em entrevista à mesma publicação, o criador de “Segurança Nacional”, Alex Gansa, disse que a ideia inicial era conseguirem um guião que levasse Carrie Mathison para Israel — o que acabou por não acontecer.

“A Carrie Mathison já tinha estado no Afeganistão, por isso deu-nos a oportunidade de atar muitas pontas soltas que não tínhamos conseguido no final da quarta temporada. Também pareceu mais atual do que Israel. E era muito mais fácil encaixar uma agente americana no centro da história, ao contrário de se o enredo se passasse em Telavive ou Jerusalém.”

Alex Gansa e a sua equipa fizeram a viagem habitual até Washington para falarem com fontes da Casa Branca e de outras entidades políticas sobre como poderiam construir o enredo de forma realista e verossímil. Estiveram lá cinco dias para entenderem melhor o ponto de situação entre o governo afegão, as autoridades americanas e os talibãs.

Ao mesmo tempo, era fulcral focarem-se na tal relação entre os maiores protagonistas, Carrie e Saul. “‘Segurança Nacional’ foi concebida como uma história entre um mentor e uma protegida. A história de Saul e Carrie foi o elemento constante nas oito temporadas. E aqui conseguimos levar a narrativa a uma conclusão. É a razão pela qual eu fiquei durante oito temporadas. E tenho esperança que tenhamos feito justiça.”

Alex Gansa não esconde também o quão intencional foi fazer o paralelismo entre Carrie e Brody. “Uma das grandes ideias para esta temporada era pôr a Carrie na pele do Brody. Desta vez é a sua lealdade e patriotismo que estão postos em causa, e agora é ela que está acusada de se ter virado para o lado do inimigo depois de ter estado presa.”

As gravações desta oitava temporada não aconteceram no Afeganistão. Na verdade, as filmagens decorreram em Marrocos, embora fosse necessário ter atores e figurantes que falassem os dialetos afegãos.