Televisão

Porque é que “The Keepers” é o novo “Making a Murderer” (ou ainda melhor)?

Há 50 anos que ninguém consegue explicar quem matou a irmã Cathy Cesnik. A nova série documental tem sete episódios disponíveis a partir desta sexta-feira, 19 de maio.

Foto de Netflix

Um dia, Cathy Cesnik foi comprar bolos e desapareceu misteriosamente. Meses depois o seu corpo foi descoberto numa vala com o crânio parcialmente esmagado. Em 1969, o crime abalou Baltimore, agora prepara-se para fazer o mesmo com o resto do mundo — e já a partir desta sexta-feira, 19 de maio, com a estreia de “The Keepers” na Netflix. 

A nova série documental está dividida em sete partes e tem sido comparada a “Making a Murderer”, sobre um caso de violação e homicídio cheio de detalhes sinistros por esclarecer há décadas. O mesmo se passou aqui com esta freira de 26 anos que dava aulas de inglês numa escola secundária católica de Baltimore. Durante 50 anos as autoridades não conseguiram resolver o mistério e os alunos dela acreditam que o crime foi cometido e escondido para encobrir as suspeitas da freira sobre abusos sexuais de padres.

Ryan White, realizador, ficou fascinado com a história e acompanhou vários antigos alunos de Cesnik e falou com pessoas envolvidas.

“O meu objetivo, e sei que é também o objetivo das pessoas que eu estava a acompanhar, é chamar a atenção para esta questão. Quanto mais pessoas virem, mais pessoas vão pedir responsabilidades pela morte e pelos abusos sexuais, e também exigir justiça”, explicou o realizador ao programa “E! News”. 

“The Keepers” é uma viagem temporal que salta entre 1969, os anos 90 e a atualidade. Começamos pela noite em que a irmã Cesnik desapareceu, a 7 de novembro. A freira tinha estado num centro comercial a comprar bolos, um presente de noivado para a irmã e a levantar um cheque, conta o jornal “The Baltimore Sun”. 

Depois de os familiares terem comunicado o seu desaparecimento, o carro de Cathy Cesnik foi encontrado perto do apartamento dela, estacionado numa zona proibida e destrancado. O corpo só foi localizado dois meses mais tarde, já em decomposição, numa vala na altura coberta com neve e numa zona abandonada de Baltimore. A autópsia revelou que a morte tinha sido causada por uma pancada violenta na cabeça e a polícia chegou à conclusão de que, provavelmente, ela teria sido atacada já perto de casa mas que o crime teria sido cometido na área onde foi depois descoberta.

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