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“Succession”: voltou uma das melhores séries do ano passado (que poucos viram)

A produção da HBO, que tanto é um drama como uma comédia, tem uma segunda temporada com oito novos episódios.
O primeiro episódio da segunda temporada já estreou.

De “Sharp Objects” a “La Casa de Papel”, muitas foram as séries que se destacaram ao longo do ano de 2018. Houve uma, porém, que passou por baixo do radar de muitos portugueses — até porque só estreou no nosso País quando a HBO local foi lançada no início deste ano.

O seu nome é “Succession”, foi considerada pela NiT como uma das melhores séries do ano passado e a segunda temporada estreou na plataforma de streaming esta segunda-feira, 12 de agosto. No total, vai ter oito episódios (se não viu a primeira, tem outros dez para ver).

Esta história tem tanto de drama como de comédia. Brian Cox interpreta o patriarca da família Roy, Logan, um magnata do mundo dos media que construiu um império de sucesso ao longo das últimas décadas. 

O seu grupo de empresas, contudo, começa a mostrar sinais de declínio. O plano é passar o negócio da família ao filho mais velho, Kendall (Jeremy Strong), que é um toxicodependente em recuperação e, aparentemente, não tem grande capacidade para liderar.

Assim que o anúncio é feito, Logan apercebe-se do desconforto do filho naquela posição e diz que vai permanecer no cargo mais um pouco, de forma a ajudar naquele período difícil de adaptação. Não demora muito até acontecer um incidente que vai mudar tudo: Logan tem uma hemorragia cerebral, que não o mata mas deixa-o exausto e frágil, tanto física como mentalmente.

A partir daí começa uma guerra pela “sucessão” ao trono entre a família Roy. Não há dragões nem white walkers como outra série da HBO, “A Guerra dos Tronos”. Aqui os cenários são escritórios e quartos sóbrios e sofisticados onde as várias jogadas e planos maquiavélicos são decididos.

Os irmãos (e outros familiares) estão em constante competição pelo lugar de sucessão: criam conflitos entre si, fazem favores para assegurar a lealdade, criam novas alianças quando descobrem a oportunidade de um melhor negócio. Tudo isto envolto, claro, em várias traições e facadas metafóricas pelas costas.

Cada um tem personalidades e qualidades muito distintas e competem entre si com aquilo que conseguem. No fundo, todos eles são horríveis e sem escrúpulos à sua maneira. Esta é capaz de ser uma das famílias mais disfuncionais da história da ficção — e a competição é forte.