Televisão

O que faz de Stephen Hawking a mais improvável estrela pop?

Quis participar em “Star Trek”, atropelou outro físico num documentário dos Monty Python e estava a treinar para uma viagem ao espaço.

Apareceu quatro vezes em "Os Simpsons".

Questionou a origem do universo, revolucionou o que se sabia sobre os buracos negros e, sobretudo, simplificou temas que pouca gente entendia, como física quântica, e isso fez dele uma estrela global.

Stephen Hawking tinha um sentido de humor fora do comum e mostrou-o em televisão, em séries como “A Teoria do Big Bang” ou “Os Simpsons”. Morreu esta quarta-feira, 14 de março — coincidência das coincidências, o mesmo dia em que nasceu Albert Einstein.

Teve direito a documentários sobre a sua vida, ao filme biográfico “A Teoria de Tudo”, atropelou outro físico com a ajuda dos Monty Python, estava a treinar para uma viagem ao espaço e no escritório de Cambridge tinha um relógio de “Os Simpsons” para o qual costumava olhar insistentemente quando alguém se atrasava.

Aos 76 anos morreu em casa, confirmaram os três filhos, mas muito depois de terem previsto que ele aguentaria apenas dois quando lhe diagnosticaram esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos. A NiT reúne o que fez de Stephen Hawking uma improvável estrela pop.

Um álbum dos Pink Floyd

Em 1993, a voz de Stephen Hawking foi gravada para ser incluída em “Keep Talking”, dos Pink Floyd. Seis anos mais tarde, o mesmo aconteceu para um episódio de “Os Simpsons”. No escritório da Universidade de Cambridge tinha uma réplica do boneco amarelo e um relógio de parede com Homer Simpson e o universo em forma de donut, a teoria que ele ameaçava roubar no episódio da série. Quando alguém se atrasava, não tirava os olhos dos ponteiros até essa pessoa aparecer.

Na televisão e no cinema

Fez aparições em “Star Trek”, “A Teoria do Big Bang” e “Futurama”. Autorizou também que a sua voz fosse usada em “A Teoria de Tudo”, o filme biográfico que em 2015 deu o Óscar de Melhor Ator a Eddie Redmayne. Além disso, teve direito aos documentários “The Real Stephen Hawking” (2001), “Stephen Hawking: Profile” (2002), “Stephen Hawking, Master of the Universe” (2008) e “Hawking” (2013).

Uma voz com copyright

Em 1986 começou a usar um programa de computador, Equalizer, que lhe permitiu escolher palavras e frases para comunicar através de uma voz robotizada. O software tinha sido desenvolvido nos Estados Unidos e, por isso, tinha sotaque norte-americano. Ainda assim, ele recusou-se a trocá-lo porque se identificava com o som e até registou a voz.