NiTfm live

Televisão

“Solteira e Boa Rapariga”: já vimos a nova comédia da RTP sobre encontros online

Lúcia Moniz é a protagonista desta série. Interpreta Carla, uma tradutora de 40 anos que está sozinha há uma década.
A série estreou esta segunda-feira, 29 de julho.
60

Chama-se “Solteira e Boa Rapariga” e é a nova série do horário nobre da RTP1. A estreia aconteceu esta segunda-feira, 29 de julho, pelas 21 horas — e todos os dias, durante a semana, vai haver um novo episódio à mesma hora.

Lúcia Moniz é a grande protagonista da comédia, escrita e realizada por Vicente Alves do Ó. A atriz, que também é cantora, interpreta Carla, uma tradutora de 40 anos que está sozinha há uma década — depois de o seu noivo a ter traído e de a relação ter terminado, o que ainda é um grande trauma — e que vive com os dois gatos num apartamento em Campo de Ourique, em Lisboa, que herdou da avó.

Carla nunca teve sorte no amor nem noutras coisas da vida. Vive uma rotina aborrecida e frustrante, com sessões regulares com uma psicóloga que não a ajuda propriamente, e raramente sai à noite, janta fora ou viaja. Apesar de tudo isto, tem uma personalidade alegre, ingénua e inocente. 

Tudo muda no dia do seu quadragésimo aniversário. A mãe, que é interpretada por Helena Isabel de forma bastante estereotipada, oferece-lhe uma consulta com uma vidente húngara que promete mudar a sua vida. 

Pelo que vimos no primeiro episódio essa parte do enredo é bastante imprevisível, porque a vidente não diz uma única palavra em português e não a ajuda propriamente em nada. Apesar disso, parece certo que as sessões irão continuar.

O que está a mudar realmente a sua vida é o facto de Carla estar disponível para conhecer uma nova pessoa por quem se possa apaixonar. O melhor amigo polícia, Jaime, interpretado por Carlos Oliveira, convence-a a começar a usar redes sociais ou apps de encontros — já que Carla vive há demasiado tempo longe dos tempos modernos.

Fazem uma pequena sessão fotográfica e Carla começa a conversar com pessoas online — o primeiro episódio acaba com a protagonista super entusiasmada por causa de uma conversa com um tal de Zé Maria estar a correr bem. Está tão excitada que liga às quatro da manhã para o melhor amigo para lhe contar as novidades.

Já sabemos que em todos os capítulos Carla vai conhecer uma nova pessoa. Jorge Corrula, Rodrigo Santoro, Almeno Gonçalves, Graciano Dias, Philippe Leroux, Pedro Giestas, Nuno Pardal, Miguel Damião e Hugo Van Der Ding, entre outros, vão interpretar esses pretendentes.

Todos os episódios vão ter um novo pretendente.

A comédia tem um tom pouco realista e algo non sense, o que pode ser uma vantagem para uns e uma desvantagem para outros. Há sonhos surrealistas em que Carla aparece vestida de noiva numa igreja — com a mãe a dizer-lhe disparates — e um homem em tronco nu, de corpo definido, fala com ela a partir da sua televisão.

Os figurinos e os cenários relativamente vintage, sobretudo o da casa de Carla, dão-lhe aquele aspeto hipster cool lisboeta ligado às letras — mesmo que ela não o faça de propósito — apesar de a personagem, lá está, só arranjar um smartphone no primeiro episódio e de estar bastante afastada do mundo atual.

No fundo, e apesar de não ter um argumento e diálogos geniais, é uma série leve e despreocupada, com momentos engraçados. Não se apresenta com uma enorme ambição e pode ser boa para aproximar gerações mais velhas — que veem muita televisão — de realidades mais modernas, como as apps de encontros e formas alternativas de criar uma relação em 2019.

Já se conhecem as sinopses dos próximos episódios. No segundo capítulo da história, Carla vai conhecer Zé Maria (Pedro Pernas), que é uma pessoa que adora cães, embora Carla prefira gatos, como sabemos. “Jaime ainda propõe avaliar o cadastro criminal de Zé Maria, mas quem cita Goethe e marca encontro em galerias de arte está acima de qualquer suspeita.”

No terceiro episódio, Carla vai encontrar-se com Fábio (Jorge Corrula). “Tem tanto rigor com o exercício físico como falta dele em relação à língua portuguesa. Obcecado com um estilo de vida saudável, este Adónis de Monsanto tem mais potencial como personal trainer do que como pretendente ao coração de Carla.”

Já no quarto capítulo, o pretendente é um bibliotecário chamado Júlio (André Nunes). “Para vencer a timidez crónica, expressa-se quase exclusivamente através de Max, um irreverente boneco de ventríloquo com personalidade diametralmente oposta à pessoa que lhe dá voz.”

Se quiser assistir ao quinto episódio, saiba já que o nome do pretendente é Salvador. “Quantas histórias de amor não começaram com a Manobra de Heimlich? Talvez poucas, mas a nossa Carla vê sinais em tudo. Salvador (Pedro Lamares) faz jus ao nome e liberta-a do sufoco e de uma morte quase certa.”

A produção da Ukbar Filmes não revelou quantos capítulos terá “Solteira e Boa Rapariga”.