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Nova série da Netflix conta história do homem que confessou 600 homicídios

O novo projeto documental relata a vida de Henry Lee Lucas, que pode ter sido o maior serial killer da história.
Henry Lee Lucas.

Chama-se “The Confession Killer” e é a nova série documental da Netflix, que estreou a 6 de dezembro. Depois da série “Conversations With a Killer: The Ted Bundy Tapes”, que relatava a história sinistra e surreal do serial killer Ted Bundy, agora é a vez do serviço de streaming contar a história bizarra de Henry Lee Lucas.

A história tenta desvendar se afinal o serial killer, que confessou ter cometido 600 homicídio, foi o pior serial killer do mundo, ou o maior mentiroso compulsivo de sempre. Após ter sido condenado à morte pelas suas confissões, jornalistas descobriram que era impossível Lucas ter morto todas as pessoas que referiu. Mas comecemos pelo início.

Henry Lee Lucas nasceu na Virginia, nos EUA, em 1936. Aos dez anos perdeu um olho após uma luta com o seu irmão. A mãe de ambos era prostituta e alegadamente forçava-o a assistir aos seus encontros com clientes, noticia o “The Sun”.

O pai, perdeu as duas pernas num acidente ferroviário e morreu quando Lucas tinha 12 anos. Pouco depois, Henry Lee Lucas tornou-se sem-abrigo. Em 1960, após um encontro e uma discussão com a sua mãe, matou-a com um facada no pescoço.

Em tribunal, Lucas disse que esfaqueou a mãe em legítima defesa, mas esta afirmação foi rejeitada e foi condenado a dez anos de prisão. Já em 1983, matou outras duas mulheres, regressando à prisão.

Aí, começou o seu percurso mais bizarro. Na prisão, o serial killer começou a confessar centenas de crimes, chegando aos 600. O presidiário dava detalhes pormenorizados sobre cada crime levando a polícia a acreditar na sua autoria e a arquivar processos.

Uma investigação posterior, realizada pelo jornal “Dallas Times-Herald” revelou, no entanto, que o número de homicídios estava totalmente errado. Era fisicamente impossível o serial killer ter morto todas aquelas pessoas no espaço de tempo indicado, sendo que várias estavam em estados muito distantes.

Acredita-se que Lucas terá morto 50 mulheres, mas foi condenado à morte por 11 assassinatos. A sentença foi depois alterada, passando para prisão perpétua. O homem morreu na prisão, em 2001, com um ataque cardíaco. Tinha 64 anos. A série documental de cinco episódios foi realizada por Robert Kenner e Taki Oldham.

A produção da série tornou o assunto mediático outra vez. Segundo o “Daily Mail”, as famílias das vítimas pedem que os casos sejam reabertos, uma vez que o assassino muito provavelmente não é aquele que foi referido na época dos crimes.