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Sabia que a casa de “Sozinho em Casa” era um ginásio do liceu?

A série da Netflix “Os Filmes da Nossa Infância”, que estreou no final de novembro, fez várias revelações inéditas.
O filme estreou em 1990.

Todos os anos é uma tradição para milhares (ou milhões) de famílias por todo o planeta: ver “Sozinho em Casa” no Natal. O filme de 1990 — ou as respetivas sequelas — tornaram-se ícones globais desta época festiva e uma das comédias mais lucrativas de sempre. Pelo meio, Macaulay Culkin tornou-se a grande estrela infantil de Hollywood.

Este ano, já sabemos que o segundo filme da saga será transmitido na SIC — apesar de ainda não estar confirmado o dia e a hora. No entanto, como forma de antecipar esse momento especial, vale a pena ver o primeiro episódio de “Os Filmes da Nossa Infância”. É uma nova série documental da Netflix, que estreou a 29 de novembro, sobre produções icónicas dos anos 80 e 90, que marcaram uma geração (ou mais).

O objetivo com esta produção dos mesmos criadores de “Os Brinquedos da Nossa Infância” é entender o fenómeno, perceber por que certas coisas foram feitas de determinada forma no filme e descobrir curiosidades sobre os bastidores da produção. Tudo isto enquanto se mergulha num universo mágico de nostalgia. Leia também o artigo da NiT sobre a história real que inspirou “Dirty Dancing — Dança Comigo”.

Enquanto não vê a série, aqui ficam sete coisas que não sabíamos sobre o clássico “Sozinho em Casa”, que foi realizado por Chris Columbus e que teve um orçamento bastante reduzido — não chegou sequer aos 14 milhões de euros.

O filme quase foi cancelado — mas conseguiu ser salvo a tempo

Chris Colombus e o argumentista John Hughes apresentaram o filme à Warner Bros, que foi aprovado com um orçamento de cerca de dez milhões de dólares. À medida que a produção foi avançando, a equipa percebeu que o orçamento teria de ser aumentado — acabou por chegar aos 14,7 milhões de dólares (o equivalente a cerca de 13,2 milhões de euros).

Apesar de ser um orçamento muito reduzido — até porque não havia grandes esperanças para esta comédia natalícia — a Warner Bros não quis aumentar o valor previsto inicialmente. Pelo contrário, decidiu encerrar de vez o projeto. Um diretor de produção dos estúdios andou de departamento em departamento a explicar como o filme nunca iria ser feito, mandando os trabalhadores para casa.

Só que John Hughes tinha-se encontrado em segredo com os executivos dos estúdios rivais da 20th Century Fox — porque já antecipava os problemas com a Warner Bros —, por por isso, minuto depois de o projeto ser cancelado, foi ressuscitado e salvo pela Fox. A Warner Bros arrependeu-se para sempre, claro.

“Sozinho em Casa” foi gravado numa escola secundária

A incrível e acolhedora casa do “Sozinho em Casa” original era uma habitação numa zona de classe média alta em Chicago, nos EUA. No entanto, todos os interiores foram gravados noutro local — uma escola secundária desativada. A equipa montou todos os cenários da casa no pavilhão desportivo da escola e usou a piscina para escoar a água na cena em que a cave dos McCallister é inundada.