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A melhor parte de “Lip Sync Portugal” foi Raul Meireles a fazer de António Variações

Crítica: César Mourão e João Manzarra apresentam o novo programa da SIC — que não é assim tão bom.
Raul Meireles arrasou.

O novo programa da SIC é um concurso entre famosos — mas, ao contrário de outros formatos, não há grande demonstração de talento em “Lip Sync Portugal — Playback Total”. O objetivo não é mesmo esse.

Estreou na noite deste domingo, 13 de janeiro e é uma adaptação do programa americano com o mesmo título que estreou em 2015. Em cada emissão, várias figuras públicas vestem-se como um cantor (ou cantora) e supostamente tentam fazer uma atuação que seja o mais próxima possível da original, embora sempre em playback. Como se viu na estreia, o microfone está mesmo desligado.

O programa parece demasiado longo para o que na verdade é — não precisamos de tanto tempo de intervalos com os apresentadores César Mourão e João Manzarra a falarem sobre… nada de especial.A dupla está em constante picardia e com uma vontade ininterrupta de fazer pequenas piadas (ou palhaçadas). Às vezes pode ser bom entretenimento, noutras ocasiões o ambiente pode mesmo ficar estranho ou tornar-se apenas aborrecido. E ainda temos de comentar o papel de Débora Monteiro no meio disto tudo. Supostamente, ela é a “DJ” de “Lip Sync Portugal”. Na realidade, é uma pessoa que comenta com meia dúzia de palavras e muitos gritos cada atuação e que durante as performances ostenta adereços relacionados com o tema da música.

Por falar em estranho, vamos abordar o tema João Manzarra Vs. Diogo Amaral? Por um lado foi bem aproveitado — ainda bem que não tornaram tabu o facto de Manzarra ser ex-companheiro da atriz Jéssica Athayde e de Diogo Amaral ser o atual namorado e futuro pai do seu filho. Mas não era necessário insistir tanto sobre o assunto — tudo aquilo só ficou mais bizarro à medida que o programa avançava.

Além do ator Diogo Amaral, os concorrentes foram a atriz Sara Matos, a jornalista e pivô Clara de Sousa e a cantora Aurea. Antes das performances a sério, há pequenas interpretações de cada um dos convidados em que praticamente não se caracterizam. Sara Matos simplesmente colou um bigode na cara para “interpretar” “Bohemian Rhapsody” dos Queen.

Diogo Amaral, para dar outro exemplo, colocou um gorro com orelhas falsas (com alargadores) para imitar Agir. Era mesmo necessário fazer estas versões low cost? Não se podem fazer duas performances à séria, já que são duas por cada convidado?

Não estando habituada a entrar nestes estúdios de televisão, Clara de Sousa revelou-se a convidada mais reservada e tímida — embora tenha cumprido o que se lhe pedia: mexer os lábios ao som de “Like a Prayer”, de Madonna (há algumas semelhanças naturais entre as duas, vá) e fazer uma coreografia.