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“A Guerra dos Tronos”: nunca ficámos tão chocados com o final de uma batalha épica

Vivos e mortos lutaram em Winterfell — e houve várias surpresas. Leia a crítica da NiT.
Faltam três episódios para terminar.
90

Depois de um episódio calmo com alguns dos melhores diálogos de sempre, “A Guerra dos Tronos” deu-nos aquele que é, provavelmente, o capítulo com menos falas da história da série. Estreou esta segunda-feira, 29 de abril, e teve a grande (e esperada) batalha de Winterfell, que opôs os vivos aos white walkers.

É estranho haver tantas cenas sem diálogos mas, na verdade, não foram precisos. Os olhares das várias personagens comunicam aquilo que é preciso saber: o ambiente é ultra tenso, o medo paira no ar e todos podem estar nos seus últimos minutos de vida. O inverno está à porta. Com o título “A Longa Noite”, este foi o maior episódio de sempre da produção — teve cerca de uma hora e 15 minutos.

Tal como a ação, a fotografia é obscura — tanto que vários fãs fizeram críticas sobre isso nas redes sociais. Se há episódio que merecia ser visto no cinema (ou pelo menos numa televisão grande) era este. Houve sangue derramado — mas se calhar não tanto como esperado. Comecemos pelos mortos.

Theon Greyjoy: era óbvio que esta era uma viagem só de ida para Theon. Mas é uma ponta solta da história muito bem resolvida: depois de desgraçar a família que o criou, os Stark, Theon consegue a tão desejada redenção. Após libertar a irmã, Yara, voltou a Winterfell, voluntariou-se para proteger Bran e foi corajoso e honrado no seu último momento.

A estratégia do isco resultou e Bran — que tem uma espécie de GPS incorporado por ser a caixa negra de Westeros — atraiu o Night King. Numa tentativa desesperada, mas abandonando toda a cobardia que alguma vez teve, Theon lança-se contra o rei dos zombies, e, como esperado, é morto. Antes, Bran diz-lhe aquilo que ele precisava de ouvir: “Theon, és um bom homem”.

Jorah Mormont: Foi provavelmente a melhor morte que Jorah Mormont poderia ter tido. Com a espada ao alto, a lutar contra os mortos e a proteger a sua rainha (e amada, mesmo que o sentimento não seja correspondido) Daenerys Targaryen. Quando morre, ouvimos Dany a chorar de luto como nunca aconteceu. Jorah liderou o exército dos corajosos dothraki que foi o primeiro a correr para enfrentar os white walkers.

Beric Dondarrion: Já tinha sido ressuscitado seis vezes e por isso talvez Beric Dondarrion não leve a morte tão a peito — daí que tenha explicado a The Hound (que estava com uma espécie de stress-pós traumático) que tinha de continuar a lutar. Só que, desta vez, Beric morreu mesmo. Não sem antes cumprir o seu propósito, claro, o de salvar a princesa prometida Arya, aquela que iria acabar com a escuridão. Beric morre numa das salas das muralhas de Winterfell, com os braços estendidos como se fosse Cristo — também ele foi um salvador, e, neste caso, um profeta do Senhor da Luz.

Dolorous Edd: Foi o primeiro a morrer no episódio — até porque “A Guerra dos Tronos” precisava de começar com a personagem mais terciária do elenco. O atual comandante da Patrulha da Noite morreu a proteger o seu antigo colega, Sam, que de alguma forma conseguiu sobreviver à batalha.

Lyanna Mormont: A mais fofinha líder do Norte era uma personagem tão brava quanto adorável. Recusou-se a ficar nas criptas, onde supostamente ficaria segura, e foi morta de forma heróica. Um gigante zombie pegou na pequena Lyanna e com as próprias mãos destruiu o seu corpo frágil — só que, antes de partir, Lyanna conseguiu espetar a sua espada no olho do gigante, matando o maior soldado do exército dos mortos. Adorável.