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As duas novas (e arrepiantes) séries nórdicas de crime da Netflix

"Bloodride" e "Os Crimes de Valhalla" estrearam na plataforma de streaming este mês e são boas opções para uma maratona.
Os episódios estão todos na plataforma.

Na passada sexta-feira 13 chegaram duas novas produções à Netflix a combinar bem com um dia que é normalmente associado ao azar. “Bloodride” e “Os Crimes de Valhalla” são séries de terror nórdicas que, dentro do género, têm estilos totalmente distintos, mas com bom potencial para agarrar os espetadores ao ecrã — e lhes provocarem alguns arrepios pelo meio.

Os Crimes de Valhalla” baseia-se numa história de crime real que foi contada ao criador, Thordur Palsson, mas sobre a qual decidiu não revelar quaisquer detalhes. Na adaptação, acompanhamos Arnar (Björn Thors), um polícia islandês que regressa ao país vindo de Oslo, na Noruega, para resolver uma série de homicídios daquele que foi o considerado o primeiro serial killer da Islândia.

A seu lado tem Kata (Nína Dögg Filippusdóttir), uma polícia local apontada para o ajudar a resolver o caso, mas com quem desenvolve uma relação complicada e pouco harmoniosa.

As pistas que seguem levam-nos até Valhalla, uma antiga instituição juvenil que está agora abandonada, descobrindo que a série de homicídios começou muito antes do que esperavam, estendendo-se mesmo várias décadas no passado. Ao longo da história, são explorados temas de abuso infantil, retratando bem as suas vítimas e sobreviventes, bem como os autores.

Toda a produção decorre na gélida cidade de Reiquiavique, a capital da Islândia, com paisagens maioritariamente frias e cheias de neve a acompanhar o clima tenso dos oito episódios, que vão revelando aos poucos o passado doloroso da personagem principal. Esta série sólida segue o formato clássico dos thrillers, com crimes depravados que vão agradar os espetadores que gostam do estilo.

Realizada por Thordur Palsson, “Os Crimes de Valhalla” são a estreia do realizador nas séries, já que o cineasta até agora só tinha dirigido apenas curtas-metragens. No entanto, a crítica internacional tem elogiado bastante o seu primeiro trabalho no formato.

Já “Bloodride“, filmado na Noruega, tem um estilo mais conceptual. É uma série antológica — isto é, com um enredo e personagens diferentes em cada episódio — com humor negro, vários twists, mistérios, cenas absurdas e situações mórbidas, e surpresas do início ao fim em cada um dos seus seis capítulos.

O fio condutor de toda a série é um autocarro misterioso que viaja por uma paisagem deserta, onde começa cada episódio. A personagem que sai do autocarro no início é aquela em que a história se vai focar. Um pouco como “Black Mirror“, o estrondoso sucesso da plataforma de streaming, as realidades e situações mudam constantemente, mas o estilo mantém-se sempre ao longo da primeira temporada. O que neste caso significa: muito sangue, muitos sustos e finais imprevisíveis.

As tramas distintas giram sempre em torno de situações em que as personagens são levadas numa jornada ao desconhecido, incertas quanto ao destino a que vão chegar num universo realista, mas estranho e imprevisto.

Criado por Atle KnudsenKjetil Indregard, “Bloodride” conta com um elenco de atores noruegueses experientes, mas também algumas com estreias em televisão.