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Almoçámos no Restaurante do Caipirinha e surpresa: adorámos a refeição

O espaço da Figueira da Foz esteve em destaque no episódio deste domingo, 19 de janeiro, do programa da TVI.
O espaço está mais escuro, embora com cores mais bonitas.

Para quem conhece a Figueira da Foz, não é difícil encontrar o Restaurante do Caipirinha — fica na zona central do picadeiro, onde se concentram a maior parte dos restaurantes e bares da cidade, tirando os espaços que ficam mesmo em frente da praia.

O Caipirinha esteve em destaque no episódio deste domingo, 19 de janeiro, de “Pesadelo na Cozinha”, programa da TVI conduzido por Ljubomir Stanisic. Leia a reportagem da NiT sobre os bastidores da produção — em que a mulher de João, Rosalina, desmaiou e teve de ir para o hospital depois daquele momento de tensão com o chef.

Há um cartaz grande na entrada do espaço que anuncia que estamos a chegar ao Restaurante do Caipirinha — inclui até uma bandeira brasileira, apesar de o espaço servir comida portuguesa e pizzas, como Stanisic fez questão de mencionar no programa.

Depois de subirmos um lance de escadas (ou, em alternativa, uma rampa) chegamos ao restaurante, que, como se viu na televisão, tem uma sala enorme. Durante as gravações, Stanisic disse que aquele era um dos espaços de restauração mais feios que já tinha visto, criticando a decoração. A verdade é que, embora as cores tenham melhorado graças às alterações realizadas pela produtora Shine Iberia, o Caipirinha passou a ter muito menos luz.

João estava no restaurante com a mulher, Rosalina, e o filho Wesley.

O teto, que era branco, foi pintado de azul escuro, o que acabou por escurecer toda a sala. Além disso, e de forma incompreensível, alguns dos vidros laterais estão agora fumados, de preto, para não se ver para o interior, o que faz com que haja ainda menos luz do sol. João, o cozinheiro e responsável pelo Caipirinha, não ficou nada satisfeito com estas mudanças, como explicou à NiT.

“O pessoal também está a reclamar porque, apesar de estarmos com as luzes todas acesas, está muito escuro. Isto tinha muita luz e agora estou a gastar o dobro. Como é que vou resolver? Agora não tenho dinheiro para isto.”

Quando entramos na sala, por volta das 13h30 de uma quarta-feira, existem apenas duas ou três mesas ocupadas. Percebemos que o prato do dia foi frango no churrasco — o mesmo que João fez no programa. Parece que continua a fazer sucesso — cheirava bem e já estava esgotado quando lá chegámos. 

Sendo assim, passamos à carta. Sim, continua a ser a ementa enorme — tal como Ljubomir tanto criticou. Tem pratos de carne, peixe e pizzas, mas também não chega às 71 opções, como João fez questão de sublinhar na entrevista à NiT e pondo em causa o que o chef disse no programa.

Pedimos uma dose de picanha brasileira e outra de bife da vazia. Demoraram cerca de 25 minutos a chegar — valeu-nos o couvert que já estava na mesa. Ambas vêm acompanhadas com batata frita e arroz, sendo que o prato de picanha também inclui feijão preto, farofa e salada. Tal como Ljubomir disse, as batatas caseiras são realmente deliciosas e estão no ponto. No geral, as doses são muito bem servidas. “Tem mesmo de ser, para o cliente ficar satisfeito e voltar”, comenta João.

Tanto a picanha como o bife estavam surpreendentemente deliciosos. Notava-se que a qualidade da carne era boa e que o molho em que tinha estado marinada estava super bem temperado. Foi, de longe, o melhor almoço que tivemos nos restaurantes de “Pesadelo na Cozinha” desta terceira temporada. A qualidade é claramente acima da média deste género de espaços.

Provámos ainda a serradura da casa, que estava saborosa e bem feita. Ainda assim, ficámos com pena, depois de termos visto o programa, por não termos pedido o quindim, a grande especialidade da casa e que até Stanisic adorou. 

A empregada de mesa Chris está doente, pelo que não estava a trabalhar no Caipirinha quando lá almoçámos. A substituí-la está Wesley, filho de João e Rosalina, que é o responsável pelas pizzas no restaurante e com quem Ljubomir criou uma certa empatia. Wesley é competente no serviço e desempenha bem a função.

O bife estava ótimo.

João dividiu-se entre a cozinha e a sala, para ajudar no que for preciso, e Rosalina nunca saiu da cozinha durante o período em que lá estivemos a almoçar e a falar com o gerente do espaço. Naquele momento não havia pizzas a sair, portanto o forno a lenha não foi usado — não conseguimos perceber se já não deita fumo para dentro da sala do Caipirinha.

Outro dos acontecimentos raros no episódio deste domingo está ligado ao facto de Stanisic não ter criticado em algum momento a higiene na cozinha do Caipirinha. Uma situação provavelmente inédita. Quando lá estivemos, as paredes estavam completamente brancas e tudo parecia impecável naquela cozinha aberta com vista para a sala.

O que não tem corrido bem, como João explicou à NiT, é a lotação das mesas. Depois de o restaurante participar em “Pesadelo na Cozinha”, o Caipirinha ficou com uma má imagem na Figueira da Foz e houve até clientes que cancelaram jantares que já estavam marcados. Pela nossa experiência, tomaram a decisão errada.