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Agarre nos lenços: há uma nova série dramática para os fãs de “This Is Us”

"Council of Dads", do canal americano "NBC", segue a história de um pai de família que está a lutar contra um cancro.
O "conselho de pais".

Scott Perry (Tom Everett Scott) tem a típica família americana dos filmes. Um casamento feliz com uma mulher bonita, cinco filhos que o adoram, um cão e uma vistosa moradia com jardim nas traseiras. É em torno da sua vida que se desenrola “Council of Dads“, a nova série dramática da NBC, que estreia nos EUA esta terça-feira, 24 de março, e ainda não tem confirmação se irá chegar a Portugal.

O contexto bastante genérico das personagens não parece ter nada de dramático, até sabermos que a personagem principal tem um cancro e está a tentar lidar com as consequências físicas e emocionais da doença. A sua mulher, Robin (Sarah Wayne Callies), é médica e o seu grande amigo Oliver (J. August Richards) acompanha-o nas sessões de quimioterapia.

Os filhos do casal têm idades que vão desde o primeiro ano de escolaridade aos últimos anos da adolescência e uma das maiores preocupações de Scott é deixar a mulher sozinha a cuidar deles, no caso de não conseguir recuperar da doença. Assim, decide reunir um “conselho de pais” (“council of dads”, em inglês), composto por três dos seus melhores amigos.

Este grupo de homens, acredita, vai guiar os miúdos nos maiores desafios das suas vidas quando ele já não estiver lá para o fazer. As escolhas são o mais ecléticas possível: Larry (Michael O’Neill) é um homem de poucas palavras que ajuda o filho mais velho, Theo (Emjay Anthony) a aprender a conduzir; Oliver é o médico sensível; e Anthony (Clive Standen) é o chef charmoso que cozinha para a família.

Ao longo dos episódios, a morte é uma sombra constante que mancha os momentos mais felizes. Muito ao estilo de “This Is Us“, a história tem momentos comoventes em torno da família, da amizade e das pequenas batalhas do dia a dia, fazendo vários saltos temporais que deixam ver uma amostra do futuro sem nunca revelar ao certo como é que vamos lá chegar — uma boa maneira de prender os espectadores do início ao fim.

Um dos subtemas mais complicados que a série tenta abordar é a identidade sexual. Um dos filhos mais novos dos Perry revela identificar-se mais com o género feminino em vez do masculino e a família enfrenta as questões normais que podem surgir neste tipo de situações, como explicar à avó porque é que o miúdo prefere usar vestidos de veludo com rendas em vez de calças e bonés.

Tom Everett Scott, que interpreta a personagem principal, é uma cara conhecida da televisão americana, especialmente pelos seus papéis em “Por 13 Razões“, “Bloodline“, “Southland” e “Lei & Ordem“, entre outras.

Michael O’Neill interpreta Larry Mills, o amigo mais velho de Scott, e já participou em filmes como “O Clube de Dallas” e “Transformers“, além de ter conseguido papéis em séries populares como “Anatomia de Grey” e “NCIS: Investigação Criminal“. 

J. August Richards, o amigo médico, destaca-se pela participação em “Os Agentes S.H.I.E.L.D.“, enquanto o britânico Clive Standen — o  chef — pode ser visto em “Vikings“, “Golpada Final” e “Evereste“.