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“A Guerra dos Tronos”: reparou que Varys tentou matar Daenerys neste episódio?

Depois de vermos o mais recente capítulo da oitava temporada da série da HBO, ficámos com várias dúvidas.
Varys morreu no penúltimo episódio da série.

Depois de tudo o que aconteceu no quinto episódio da última temporada de “A Guerra dos Tronos” — que foi transmitido na segunda-feira, 13 de maio — é normal que muitos fãs não tenham reparado num pormenor logo no início do capítulo.

A cena abre com alguém a escrever “ele é o verdadeiro herdeiro ao trono”, referindo-se a Jon Snow. Cedo percebemos que é Varys, que está a executar a traição a Daenerys Targaryen, como já tinha sugerido a Tyrion Lannister.

A seguir, uma jovem espia chamada Martha entra pelo quarto — é um dos seus “little birds” (pequenos passarinhos) de que Varys fala desde o início da história. “Nada?”, pergunta o mestre dos segredos. “Ela não quer comer”, responde a rapariga.

“Vamos tentar outra vez ao jantar”, decide Varys. “Acho que eles me estão a observar”, diz-lhe ela. “Quem?”, pergunta Varys. “Os soldados dela”. Ao que o conselheiro da rainha diz: “Claro que estão, é o trabalho deles. O que é que eu te disse, Martha?”

A espia responde prontamente: “Quanto maior o risco, maior a recompensa.” Varys acaba o diálogo ao dizer: “Vai lá. Eles vão dar pela tua falta na cozinha.”

Claramente, Varys deu a Martha a missão de envenenar a comida de Daenerys Targaryen, só que a Mãe dos Dragões está de rastos e não tem apetite (só pela destruição). Muitos dos espectadores não perceberam a importância desta cena porque, de repente Varys, está a ser condenado à morte — seguida da enorme invasão de King’s Landing em que Daenerys se consagra como a Mad Queen.

Ou seja, a traição de Varys não foi apenas por escrever e talvez enviar cartas a contar a verdade sobre Jon Snow — supomos que a ideia fosse espalhar a notícia pelos Sete Reinos de Westeros. Varys tentava mesmo envenenar Daenerys pelo bem do povo.

O melhor de tudo é que há uma referência — ou uma pista, vá — a este acontecimento na primeira temporada de “A Guerra dos Tronos”. Ned Stark diz que “veneno é uma arma de mulher”. O mestre Pycelle responde: “Sim. De mulheres, cobardes e eunucos”. Logo a seguir, Pycelle continua a cena a falar sobre Varys — que é um eunuco, como sabemos.

Este foi só um dos vários pormenores que podem ter suscitado dúvidas aos fãs da série depois do quinto epsisódio. Mas houve várias outras.

1. Será que Varys não enviou mesmo aquelas cartas?
Apesar de termos visto Varys a queimar uma das cartas, é possível que o mestre dos segredos tenha conseguido enviar através de corvos algum tipo de correspondência para os lordes de Westeros a explicar-lhes que Jon Snow é Aegon Targaryen e o verdadeiro herdeiro ao trono.

2. Como é que um único dragão conseguiu destruir a cidade inteira?
Dracarys, dracarys, dracarys. Foi a última palavra de Missandei — antes de ser decapitada por The Mountain — e é a palavra de ordem de Daenerys para os seus dragões (agora só resta um) lançarem fogo. Nunca tínhamos visto um dragão tão poderoso e feroz como Drogon neste episódio. Conseguiu destruir toda a parte da frente da muralha de King’s Landing, permitindo que os soldados liderados por Grey Worm conseguissem entrar sem dificuldade. Além disso, queimou todas as super bestas — designadas de scorpions — e os navios da frota de Euron Greyjoy. Bastou uma rajada de fogo para acabar com as torres da Fortaleza Vermelha. Onde raio foi Drogon buscar todo aquele poder, depois de ter sido bastante mais inútil na batalha de Winterfell?

3. Porque é que nos disseram que o combate seria justo?
Nos últimos episódios, as personagens repetiram várias vezes um facto: depois da batalha de Winterfell contra os mortos, o exército de Daenerys estava mais fraco e a luta contra as forças de Cersei seria mais justa e equilibrada, apesar do dragão nas fileiras. Mas nada disso aconteceu. Aliás, durante toda esta nova “batalha”, que dura cerca de 75 por cento do episódio, não há em qualquer momento um soldado Imaculado, dothraki ou nortenho a morrer ou sequer a ficar ferido ou a levar um murro. Um dragão bastava para tomar King’s Landing.

The Mountain parecia Varys.