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Teatro e exposições

Rampa: a Baixa do Porto tem um novo espaço de exposições e instalações artísticas

A ideia é ter uma programação diversificada e que funcione para cruzar vários tipos de obras.
A entrada é gratuita.

Foi no ano passado que um grupo de artistas criou a associação cultural Rampa 125 no Porto. Como o nome indica, pretende impulsionar projetos ligados a diferentes tipos de artes e cruzá-los em várias iniciativas.

A 24 de maio, essa associação abriu um espaço próprio na Baixa da cidade, no Pátio do Bolhão (onde também é preciso subir uma rampa para conseguir entrar). É uma espécie de cave com 240 metros quadrados que tem as paredes brancas e despidas — o objetivo é mesmo esse, para poder ser adaptada para receber uma programação diversa.

A Rampa vai ter exposições, instalações artísticas, vídeo arte ou performances variadas. O objetivo é que seja, acima de tudo, um espaço de experimentação — sendo que não existe uma regularidade definida. Ou seja, depende de cada projeto. Tanto pode receber exposições que lá fiquem durante seis meses como pode acolher uma instalação que só faz sentido ser visitada no prazo de duas semanas.

É o resultado do trabalho conjunto de artistas, designers, arquitetos, curadores e investigadores — vários deles com currículo internacional, como o artista visual portuense sediado em Nova Iorque, Nuno de Campos; ou a curadora, investigadora e crítica Alexandra Balona, que falou com a NiT.

“Quisemos colmatar e tentar acrescentar algo à cidade em termos de expressão artística”, explica. “Mais do que a Rampa, queremos promover os agentes culturais e a produção artística do Porto, queremos que este seja um local de conexão entre várias geografias.”

O espaço tem 240 metros quadrados.

A ideia é criar algum tipo de rede e enquadrar a Rampa no circuito da arte internacional — para receber trabalhos de criativos de vários locais do planeta e poder, lá está, impulsionar os próprios artistas locais.

A exposição de abertura da Rampa é “Lost Lover”, com a curadoria da sul-africana Lara Koseff, que tem várias instalações em vídeo que exploram o desejo de uma nova realidade romântica, social e política no seu continente.

Até 20 de junho pode conhecer a mostra. Tem trabalhos de dez artistas contemporâneos de origem africana, além de uma obra de Grada Kilomba, artista e escritora portuguesa — especializada em várias áreas — que está sediada em Berlim, a capital alemã.

O vídeo da portuguesa tem como título “Illusions Vol. II Oedipus” e foi uma encomenda da 10.ª Bienal de Arte Contemporânea de Berlim. Recentemente, foi exibido na Power Plant, em Toronto, no Canadá; e na galeria Alexander & Bonin, em Nova Iorque, nos EUA.

A próxima atividade também já foi anunciada: será uma exibição especial promovida pela associação Protocinema, de Istambul, na Turquia, que tem como objetivo ligar o Médio Oriente ao mundo ocidental. Vão ser transmitidos vídeos de vários artistas turcos, mas também palestinos e até gregos.

A entrada é gratuita para todas as iniciativas e a Rampa pode ser visitada de quarta a sexta-feira, entre as 14h30 e as 18 horas; além de sábado, das 15 às 19 horas. Também é possível fazer uma marcação para visitar o local através do email rampacultura@nullgmail.com.