Teatro e exposições

Clarice Falcão: “Nos Santos, comi muita sardinha e ouvi a música da cabritinha”

Esteve em Portugal em 2016 e agora regressa para dois concertos. O primeiro acontece esta sexta-feira, 29 de setembro, no The Famous Fest.

Foto de Facebook de Clarice Falcão.

A LX Factory vai ser mágica por uma noite. Pelo menos enquanto Clarice Falcão estiver no palco 1 do The Famous Fest. O evento acontece na sexta-feira, 29, e no sábado, 30 de setembro — que conta também no cartaz com Ljubomir Stanisic, Rui Massena e Rui Unas. A cantora brasileira dá início ao primeiro dia e o concerto está marcado para as 21h30. Os bilhetes custam 20€ e estão à venda online e nas lojas habituais. 

Esta é a estreia em Portugal, depois de em 2016 ter previsto atuações que acabaram por não se confirmar. Na altura esteve em Lisboa, falou com a NiT e resolveu prolongar a viagem para poder ver o que eram os Santos Populares.

Foi nesse ponto que retomámos a conversa com ela, desta vez ao telefone, ainda antes de ter sido anunciado novo espetáculo, no Porto. A voz doce vai ouvir-se na Casa da Música a 4 de outubro. 

Clarice Falcão foi um dos elementos fundadores do grupo Porta dos Fundos, que entretanto deixou, e tem dois álbuns de originais, “Problema Meu” e “Monomania”. Fez filmes, novelas e em agosto deste ano estreou-se na Netflix com “Especial de Ano Todo”, um projeto com uma canção para cada mês e momentos de humor.

Antes dos concertos em Portugal, leia a entrevista.

Da última vez que falámos, em junho de 2016, ia prolongar a sua visita a Portugal para ir aos Santos Populares. Como foi a experiência?
Foi maravilhosa, muito incrível mesmo. Eu gosto muito de Carnaval e achei o clima parecido, é meio anárquico. Comi muita sardinha, andei a pé na cidade toda e ouvi a música da cabritinha [“A Cabritinha”, de Quim Barreiros].

“Gostava muito de fazer um musical, talvez até uma série”

É música, humorista, atriz. No The Famous Fest vai cantar mas é possível sequer esquecer os outros lados?
Por um lado sim e é bom separar, agora vou dar um tempinho ao resto para aprofundar a música. Por outro, uma coisa complementa a outra e tudo se interliga.

Além do trabalho, quais são os seus planos para esta nova visita a Portugal?
Acho que só vou ter dois dias livres mas gostava muito de conhecer Porto [nesta altura ainda não estava confirmada a Casa da Música] e Sintra.

Vai trazer amigos ou só mesmo os músicos?
Na verdade, vou com uma equipa pequena. O próprio espetáculo é reduzido, sou só eu e o João Erbetta, que toca guitarra.

Há um mês fez uma coisa completamente diferente, o “Especial de Ano Todo”, para a Netflix. O que é que a Clarice não fez nesse projeto?
[Risos] Fiz mesmo quase tudo e deu muito trabalho. Era uma peça de teatro e juntava tudo o que eu faço. Tinha de compor, atuar, encenar. O programa é muito despretensioso e é para divertir.

O que vai fazer a seguir?
Eu gostava muito de fazer um musical, talvez até uma série.

Já está a preparar alguma coisa?
Por enquanto não, vou concentrar-me em Portugal agora.