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Teatro e exposições

Catarina Furtado regressa ao teatro para uma comédia negra com o marido

João Reis, Paulo Pires e Manuela Couto também participam em “Os Dias Realistas”. Catarina Furtado falou com a NiT sobre a peça.

Catarina Furtado começou a carreira no início dos anos 90

Oito anos depois, Catarina Furtado regressa ao teatro para participar numa comédia negra com Paulo Pires, Manuela Couto e o marido, João Reis. “Os Dias Realistas” estreia esta quarta-feira, 11 de janeiro, às 21h30, no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, e prolonga-se até dia 22.

“Sentia uma necessidade de voltar aos palcos”, conta a atriz e apresentadora de televisão da RTP à NiT, que não fazia uma peça desde “Transacções”, que estreou em 2009, no Teatro Maria Matos. “Tinha muitas saudades do teatro, apesar de ser uma das muitas gavetas da minha vida.”

“Apesar de ainda estar a fazer ‘Príncipes do Nada’, mas depois de ter acabado o ‘The Voice Portugal’, consegui fazer este sacrifício de agendas. Não só pelas saudades, mas também pelo texto, que é maravilhoso.”

A peça foi escrita pelo dramaturgo norte-americano Will Eno e conta uma história onde dois casais recém vizinhos se conhecem no alpendre de uma das casas e partilham episódios, medos, desejos ou sonhos — têm momentos dramáticos mas também de humor.

“É uma comédia negra que fala de todos nós, que a vida tem uma finitude, [fala sobre] o amor, a doença. E todos temos coisas inusitadas na nossa vida.”

Apesar de haver dois casais e quatro atores, Catarina Furtado não ficou com o marido, João Reis, com quem está a contracenar pela primeira vez num palco. A atriz de 44 anos vai interpretar Bambi, que é casada com João Dias (Paulo Pires).

“É um grupo muito bonito. Desta vez foi mais fácil trabalhar com o meu marido porque temos mais tempo para ensaiar no teatro. Não conhecia pessoalmente a Manuela Couto, mas ela é extraordinária. O Paulo Pires é meu amigo há anos. As personagens são um bocadinho agitadas, são estranhas, mas todas têm coisas com que nos podemos identificar.”

A sua personagem é a mais insegura. “Ela é imprevisível, instável, medrosa. Não sabe lidar com a dor, é dependente do João, precisa imenso de ter um amparo.”