Música

SBSR Vs. NOS Alive: qual foi o melhor festival?

Algés consegue ter energia de festival mas sair do Parque das Nações é bem menos caótico. Os dois eventos de música mais importantes de Lisboa, este ano, chegaram ao fim e está na hora do balanço da NiT.

O evento volta ao Parque das Nações de 19 a 21 de julho de 2018.

Um tapete relvado gigante cobre quase todo o recinto, há stands coloridos, uma rua que homenageia edifícios portugueses e o fado, seis palcos (incluindo um dedicado à comédia). O NOS Alive tem melhorado a imagem ao longo das edições e oferece agora um espaço de entretenimento, e não apenas concertos, ao público. O Super Bock Super Rock regressou a Lisboa em 2015, depois de vários anos no Meco, e instalou-se no Parque das Nações. O palco principal fica dentro do MEO Arena e o Parque das Nações é o mesmo de sempre.

Se a primeira localização recebe 55 mil pessoas por dia, a segunda só tem capacidade para 20 mil. O número pode também ajudar a explicar a saída caótica do Passeio Marítimo de Algés e a relativa tranquilidade para abandonar o Oriente.

A 11.ª edição do NOS Alive aconteceu entre 6 e 8 de julho, a 23.ª do Super Bock Super Rock entre os dias 13 e 15. Para o ano já há datas: 12 a 14 de julho para o evento de Algés e entre 19 a 21 para o SBSR. Este tem também uma confirmação. Depois do sucesso no palco EDP, Slow J tem lugar garantido no MEO Arena.

Em 2018 a parada sobe com o regresso do Rock in Rio, mestre em entretenimento com roda gigante, slide, uma vasta caça ao brinde e um cartaz que tem sempre nomes fortes. Contudo, antes de começarem a ser divulgadas as novidades do próximo ano, é altura de fazer um balanço dos dois festivais de Lisboa mais importantes de 2017.

Espaços de alimentação

No NOS Alive há um espaço amplo reservado às dezenas de ofertas de alimentação. No meio, entre os palcos Heineken e NOS Clubbing, está um gigantesco tapete verde (a solução que acabou com o pó do recinto) e as mesas corridas. Em cada uma das extremidades há uma fila com as várias propostas de comida. Aqui concentram-se muitas das opções mas junto ao Coreto também ninguém passa fome.

O Super Bock Super Rock acolhe menos pessoas e, por isso, não precisa de ter uma oferta tão grande. Aqui não há uma zona isolada mas sim vários pontos espalhados, quer junto ao rio, quer junto ao Pavilhão de Portugal.

Vencedor: NOS Alive

Ambiente festivaleiro

O NOS Alive tem conseguido, ano após ano, acrescentar mais qualquer coisa que cativa as pessoas. Há inúmeros palcos e variados que até incluem comédia ou fado, o recinto está mais organizado e colorido. A zona é tão grande que há muito para ver e por onde circular antes dos concertos importantes da noite.

Não vamos ter medo de dizê-lo: o Parque das Nações não é local de festivais. Por mais voltas que dê, nunca conseguirá transmitir essa energia. Em primeiro lugar, um palco principal dentro de um pavilhão não nos transporta para aquelas noites de verão (quentes ou com vento, tanto faz) e, caso esteja cheio, faz-nos sentir encurralados num espaço com demasiada gente e onde reina a desorganização (não há lugares marcados e é impossível controlar se estão ou não demasiadas pessoas em determinado setor). Em segundo lugar, as pessoas estão demasiado dispersas no recinto e estão num sítio por onde estão habituadas a passar constantemente.

Vencedor: NOS Alive

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