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Música

Sabotage, no Cais do Sodré, vai ter de fechar

Tornou-se em poucos anos um local de culto em Lisboa. Vai dar lugar a um alojamento turístico.
O fim do clube, pelo menos onde nasceu.

Abriu há seis anos, em 2013, como bar e local de concertos e neste tempo tornou-se num clube de culto, local de passagem de milhares de bandas e melómanos, ponto fulcral do renovado — ou reinventado — Cais do Sodré, em Lisboa. Agora, vai ter de fechar: pelo menos no local onde o conhecemos mas, com as rendas de Lisboa a preços elevadíssimos, o futuro não parece fácil.

O Sabotage Club, na zona da famosa rua cor de rosa do Cais do Sodré, abriu portas como clube de concertos em 2013. Antes, era uma editora de discos independente. Durante estes anos, passaram por lá milhares de bandas, portuguesas e estrangeiras. Mas o sucesso não impediu a notícia de um fim agora anunciado.

O “Público” avança a história, com uma reportagem publicada online na noite de sexta-feira, 6 de setembro. Esta explica que a empresa detentora do prédio do número 16 da Rua de São Paulo comunicou aos proprietários do Sabotage Club que terão de abandonar o espaço que ocupam.

O motivo é semelhante a outros casos nos últimos anos em Lisboa: a Up Down Lisbon Lda, do grupo Mainside Investments, quer ali construir um alojamento turístico.

Segundo o jornal, trata-se do mesmo o proprietário do Lx Factory, que o vendeu em 2017 ao grupo francês Keys Asset Management, e do prédio do histórico Bar Oslo, que também já fechou.

A noticia adianta que a saída do clube, comunicada aos donos do Sabotage em novembro de 2018, está dependente do início dos trabalhos de transformação do prédio no alojamento turístico, para os quais estarão ainda pendentes autorizações. Os sócios estão à procura de um novo espaço, acreditam que o clube sobrevive noutro local e até pedem ajuda para quem souber de locais — já que, até agora têm esbarrado nas rendas “caríssimas”.

O “Público” lembra ainda que não é só o Sabotage que tem saída anunciada do Cais do Sodré:  As discotecas Europa, Tokyo e Jamaica também devem mudar-se para uns pavilhões da Câmara de Lisboa junto ao rio, ao lado do B.Leza e do Titanic Sur Mer.